revista-coaching-brasil-logo-1 icon-bloqueado icon-busca icon-edicoes icon-login arrow-down-sign-to-navigate

Edição #36 - Maio 2016

Localize rapidamente o conteúdo desejado

Metáforas para supervisão de Coaching

A adoção de supervisão de coaching ilustra o amadurecimen­to do coaching no Brasil e nos demais países do mundo. Diver­sos estudiosos sobre coaching, como Wildflower e Brennan (2010), apontam que coaching é uma atividade relativamente recente, que ganhou força a partir da década de 1980 e que conta com pluralidade de abordagens, influenciadas por mui­tas perspectivas teóricas e práticas. Tal pluralidade em coa­ching é um ingrediente relevante que faz com que entender o universo de supervisão de coaching não seja tarefa simples. Uma das maneiras de lidar com a complexidade é utilizar me­táforas, esta figura de linguagem que usa características de uma coisa para explicar outra. Erik De Haan, em seu livro “Su­pervision in action” (2012) lança mão de diferentes metáforas que ajudam a mapear o território de supervisão de coaching: o que se pode esperar de um processo de supervisão; desa­fios e oportunidades encontradas por coaches e supervisores; papeis do supervisor e do supervisionado. Estas metáforas são úteis porque apresentam diferentes olhares sobre um processo dinâmico e fascinante que pode levar a prática de coaches a patamares mais elevados.

Nos processos de supervisão, em geral o coach apresenta um caso de coaching: uma situação que intrigou o coach em sua ativi­dade, alguma dúvida, sensação incômoda, enfim alguma coisa sobre a qual o coach queira refletir. Uma supervisionada com quem trabalhei, por exemplo, quis refletir sobre a sensação que teve durante a reu­nião de alinhamento entre seu cliente de coaching, o gestor, o diretor de Recursos Humanos e ela. Quando a reunião termi­nou, a coach sentiu desconforto, pois ha­via se preocupado mais com o gestor do cliente e com o diretor de RH do que com seu cliente. Na supervisão refletimos sobre este caso: as forças do sistema organizacio­nal, a deferência que a coach demonstra ter a autoridade, a postura da própria cliente.

A coach disse que gostaria de ter condu­zido a reunião de alinhamento de outra maneira e de alguma forma ter colocado a cliente no centro da conversa e não à mar­gem, como lhe pareceu. De Haan (2012) usa duas metáforas para ilustrar o desejo de ter feito algo diferente durante a ses­são de coaching. A primeira metáfora é o l’esprit de l’escalier, descrita pelo iluminista Diderot. Trata-se do sentimento expresso por diplomatas franceses que deixavam reuniões tensas nas quais haviam ficado sem respostas para encontrarem as pa­lavras perfeitas ao pé da escada de saída, quando já era tarde demais. Da mesma maneira, a coach encontrou na sessão de supervisão uma outra maneira de facilitar a reunião, melhor para a cliente, porem depois que a reunião já havia terminado. Além disso, a coach estava arrependida da maneira como havia relegado a própria cliente. O sentimento de arrependimen­to remete a outra metáfora usada por De Haan, a figura da mitologia grega Tântalo. Este foi condenado a não saciar sua fome, de tal maneira que quando se aproximava das frutas das árvores elas se moviam com a força do vento. Da mesma forma, no caso trabalhado com a coach, a ação que nutriria sua cliente, colocando-a no centro da reu­nião, já não estava mais ao seu alcance.

Para ler este artigo completo...
Faça login ou conheça as vantagens de ser premium.
Faça seu login Veja as vantagens de ser Premium
Gostou deste artigo? Confira estes da mesma coluna:

Constelações Familiares e Sistêmicas: O Método, o Facilitador, o Cliente e os Participantes

Uma abordagem que tem sido a cada dia mais notória na área terapêutica das famílias ou nas organizações. Esse artigo tem como referencial teórico, fontes bibliográficas de Bert Hellinger, autor que fundamentou as constelações familiares e sistêmicas. A Constelação Familiar e Sistêmica, é uma abordagem que pode ser aplicada de forma individual ou em grupo; refere-se ao... leia mais

13 minutos

Custo dos conflitos no ambiente organizacional e o “Conflict Coaching” como abordagem de resolução!

“AS EMPRESAS QUEREM SOMAR...E NÃO PERCEBEM A SOMA DA DISCÓRDIA...” As pressões no ambiente de trabalho aumentam cada vez mais apesar de todas as inovações. Fato identificado em conversas com alunos em escolas de negócios e clientes em desenvolvimento pessoal. O discurso comum revela um desejo de paz e alívio, e na prática, o que se vê é sofrimento, falta de confiança, medo e... leia mais

14 minutos

Comunicação e Marketing de negócios autorais: da era dos imperativos à era das interrogações

Percebo que o marketing hoje faz parte da vida de dois tipos de profissionais: o primeiro que decidiu estudar e trabalhar diretamente nessa área, seja como freelancer, seja como colaborador de uma empresa; e o segundo, empreendedor, que pouco conhece disso e costuma perceber o marketing como um mal necessário. Nesse segundo caso, estamos nós, coaches, e também todos os profissionais que atuam... leia mais

16 minutos

Points of You®: Inesperado, mas Preciso

Era outubro de 2014. De repente, um post no Facebook me despertou a atenção: “Points of You® – Venha conhecer a magia das nossas ferramentas!”. Mensagem intrigante, assim logo quis saber um pouco mais sobre do que se tratava. Numa primeira leitura senti que era algo muito especial e que talvez tivesse conexão com alguns dos projetos que estava desenvolvendo naquele momento. Na... leia mais

9 minutos

Desenvolvimento e Mudança de Comportamento

Nosso trabalho como profissionais de Coaching e Aprendizagem Organizacional nos últimos 20 anos nos levou a observar como as pessoas efetivamente se transformam e alcançam novos resultados nos relacionamentos (pessoais e organizacionais). Ao longo desta jornada encontramos um foco comum para estas transformações - a compreensão de que o Ser Humano se desenvolve através de uma sequência... leia mais

12 minutos
O melhor conteúdo sobre Coaching em língua Portuguesa
a um clique do seu cerébro
Seja Premium