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Edição #36 - Maio 2016

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Metáforas para supervisão de Coaching

A ado o de supervis o de coaching ilustra o amadurecimen to do coaching no Brasil e nos demais pa ses do mundo Diver sos estudiosos sobre coaching como Wildflower e Brennan apontam que coaching uma atividade relativamente recente que ganhou for a a partir da d cada de e que conta com pluralidade de abordagens influenciadas por mui tas perspectivas te ricas e pr ticas Tal pluralidade em coa ching um ingrediente relevante que faz com que entender o universo de supervis o de coaching n o seja tarefa simples Uma das maneiras de lidar com a complexidade utilizar me t foras esta figura de linguagem que usa caracter sticas de uma coisa para explicar outra Erik De Haan em seu livro nbsp Su pervision in action lan a m o de diferentes met foras que ajudam a mapear o territ rio de supervis o de coaching o que se pode esperar de um processo de supervis o desa fios e oportunidades encontradas por coaches e supervisores papeis do supervisor e do supervisionado Estas met foras s o teis porque apresentam diferentes olhares sobre um processo din mico e fascinante que pode levar a pr tica de coaches a patamares mais elevados Nos processos de supervis o em geral o coach apresenta um caso de coaching uma situa o que intrigou o coach em sua ativi dade alguma d vida sensa o inc moda enfim alguma coisa sobre a qual o coach queira refletir Uma supervisionada com quem trabalhei por exemplo quis refletir sobre a sensa o que teve durante a reu ni o de alinhamento entre seu cliente de coaching o gestor o diretor de Recursos Humanos e ela Quando a reuni o termi nou a coach sentiu desconforto pois ha via se preocupado mais com o gestor do cliente e com o diretor de RH do que com seu cliente Na supervis o refletimos sobre este caso as for as do sistema organizacio nal a defer ncia que a coach demonstra ter a autoridade a postura da pr pria cliente A coach disse que gostaria de ter condu zido a reuni o de alinhamento de outra maneira e de alguma forma ter colocado a cliente no centro da conversa e n o mar gem como lhe pareceu De Haan usa duas met foras para ilustrar o desejo de ter feito algo diferente durante a ses s o de coaching A primeira met fora o l esprit de l escalier descrita pelo iluminista Diderot Trata-se do sentimento expresso por diplomatas franceses que deixavam reuni es tensas nas quais haviam ficado sem respostas para encontrarem as pa lavras perfeitas ao p da escada de sa da quando j era tarde demais Da mesma maneira a coach encontrou na sess o de supervis o uma outra maneira de facilitar a reuni o melhor para a cliente porem depois que a reuni o j havia terminado Al m disso a coach estava arrependida da maneira como havia relegado a pr pria cliente O sentimento de arrependimen to remete a outra met fora usada por De Haan a figura da mitologia grega T ntalo Este foi condenado a n o saciar sua fome de tal maneira que quando se aproximava das...
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