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Edição #70 - Março 2019

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O que significa focar na ação e na aprendizagem

Muitos são os desafios quando nos propomos a pensar sobre o que significa aprender e como gerar aprendizagens relevantes. De início, há uma questão importante que não pode ser esquecida: a multiplicidade de significados que a palavra aprendizagem suscita. Nessa polissemia, forma-se um rio espesso, de difícil navegação.

Tradicionalmente, entende-se que a aprendizagem é o consequente lógico do ensino, ou seja, aprende-se somente quando se é “exposto” ao ensino, que passou a ser visto como a transmissão de conteúdos e de informações organizadas em disciplinas, com objetivos claros e resultados concretos. Historicamente, houve uma supervalorização da informação, tida como o bem de maior valor na transição da Sociedade Industrial para a Sociedade Pós-Industrial - não à toa, chama-se as disciplinas de “matérias”, pois elas foram vistas como a matéria-prima do conhecimento.

Fruto de tais pressupostos, o ensino tradicional costuma ter um conteúdo pré-programado, isto é, aquilo que precisa ser ensinado, independentemente de quem aprende, então, o currículo independe dos aprendizes. Nessa lógica, portanto, encara-se o ensino como um produto e a aprendizagem como seu resultado.

É importante ressaltar, também, que existe sempre a dimensão do poder no ensino tradicional, pois haverá sempre quem dite as regras e os conteúdos necessários para a aprendizagem e a relação mestre-discípulo é, sem dúvida, uma relação de “poder sobre” outros indivíduos. Dessa forma, a pergunta sobre a serviço de quem está o conteúdo do ensino faz-se cada dia mais necessária e, na maioria das vezes, faz aparecer os mecanismos de dominação e de assujeitamento, ocultos nos sistemas educacionais.

Fica claro, portanto, que a disseminação da visão tradicional de educação tem gerado sofrimento por desconsiderar que a aprendizagem é um processo mais abrangente do que a transmissão de conteúdos e informações pré-estabelecidos e de capacitação de indivíduos para um fazer fabril. Ela desconsidera também o fluir emocional, os interesses e o desejo dos aprendizes e pouco valoriza o contexto do qual parte o processo de aprendizagem.

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