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Edição #84 - Maio 2020

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Os caminhos para uma cultura de felicidade nas organizações

A pressão pelo sucesso profissional e a forma como gerimos as prioridades em nossas vidas parece não estar funcionando muito bem, acelera a necessidade de “ter” e “fazer” e com isso, a maioria das pessoas não expõe suas vulnerabilidades, não se expressam com autenticidade, convivem com lideranças tóxicas e acabam se decepcionando com sua escolha de carreira. Afinal, não há espaço para expressão do “ser”.

A cada pesquisa publicada pelo Instituto Gallup, constatamos que estamos diante de uma epidemia de pessoas adoecendo. A maioria das investigações aponta que: trabalhar em organizações com experiências negativas, não só gera custos laborais como também desestabiliza a vida emocional, pessoal e familiar.

Reinventar-se é a premissa para acessar um ciclo evolutivo, onde invertemos nossas escolhas e prioridades para “ser”, “fazer” e “ter”, conquistando assim a nossa felicidade. Reinventar novas formas de cultura de gestão empresarial e de pessoas também é o caminho para um mundo organizacional mais saudável, positivo, humano e produtivo.

Aos poucos, as organizações estão se dando conta que pessoas mais felizes geram mais resultados e menos custos. Elas optam por atuar no diferencial de “como” gerenciar as pessoas, afinal, pessoas mais felizes são melhores colaboradores, faltam menos, são mais criativas e inovadoras, prestam melhor serviço ao cliente, têm laços sociais mais estreitos, têm menos acidentes, são mais comprometidas, são melhores avaliadas por seus líderes, experimentam menos “Burnout” e têm uma vida com significado.

Estamos numa espiral evolutiva onde reinventar-se, reaprender e transformar é o caminho certeiro para pessoas e organizações. As empresas do Vale do Silício (Netflix, Airbnb, Zappos, Facebook, Google) nos dão dicas do caminho a seguir. Não que sejam exemplares em todas as suas práticas, mas por nascerem num modelo de negócio exponencial, ao menos, estão experimentando uma nova forma de dar mais significado para a cultura organizacional positiva. Empenham-se em fazer acontecer o “employer branding”, “marca empregadora” em português, que é o processo de disseminação de uma cultura que torna esta empresa como uma marca desejada internamente, atraindo pessoas no recrutamento e retendo seus profissionais talentosos.

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