revista-coaching-brasil-logo-1 icon-bloqueado icon-busca icon-edicoes icon-login arrow-down-sign-to-navigate

Edição #72 - Maio 2019

Localize rapidamente o conteúdo desejado

Aprender com o outro: o caminho da diversidade

É importante reconhecermos os processos de aprendizagem como um dos grandes temas sobre o qual precisamos nos debruçar na tentativa de entendermos seus efeitos em nossa contemporaneidade, marcada pela intolerância, discursos de ódio e disputas de narrativas pela construção de uma verdade única. O tema pede especial atenção neste momento histórico-político brasileiro, no qual a educação tem sido alvo de disputas ideológicas que, paradoxalmente, tentam negar e ocultar seu caráter ideológico.

Negar o diverso, o diferente e não reconhecer a legitimidade do outro, diferente-de-mim, é a tônica atual, porém, esse modo de pensar tem sido construído lenta e invisivelmente por nossa cultura há anos, com a negação do outro como verdadeiro outro na convivência.

Nosso foco é olhar para os processos de aprendizagem como processos relacionais do viver e, com essa visão, podemos reconhecer seu caráter imprevisível, ao mesmo tempo que nos convoca a elaborarmos intervenções que favoreçam o desenvolvimento individual e coletivo nos meios onde atuamos.

Em seu artigo “Aprendizagem ou Deriva Ontogênica”, que consideramos um dos textos mais relevantes sobre o tema da aprendizagem, Humberto Maturana mostra duas perspectivas distintas daquilo que usualmente nomeia-se por aprendizagem, apontando que fará uso de uma delas.

Uma das maneiras pela qual se entende os processos de aprendizagem é aquela em que se considera o meio como algo que está fora do indivíduo e que lhe informa sobre quais os comportamentos adequados à cada situação. Dessa forma, o indivíduo guardaria essas representações em sua memória, formando um repertório de comportamentos para responder às contingências do mundo. Ou seja, o mundo, o meio e o ambiente forneceriam as instruções necessárias que permitiriam ao indivíduo adequar-se a eles.

Para elucidar essa maneira de entender a aprendizagem, vamos tomar como exemplo um processo de educação corporativa, tema sobre o qual temos nos debruçado cheios de inquietações. Em muitos treinamentos são usadas técnicas em que os participantes são convidados a representar papéis em uma cena. Por sua vez, essa cena reproduziria o que é exigido deste profissional no exercício de suas funções, como, por exemplo, o desligamento de um colaborador. Nesta técnica de encenação, um participante seria o encarregado pelo desligamento e um outro aquele que seria desligado. Depois da encenação efetuada, os responsáveis pelo treinamento dão o feedback sobre a efetividade do desempenho do participante que efetuou o desligamento, apontando pontos de melhoria em seu comportamento. Os participantes, então, guardariam em sua memória as “melhores práticas” para o desligamento de um colaborador, a partir da vivência e observação da encenação e do respectivo feedback.

Para ler este artigo completo...
Faça login ou conheça as vantagens de ser premium.
Faça seu login Veja as vantagens de ser Premium
Gostou deste artigo? Confira estes da mesma coluna:

Imunidade à Mudança e Carreira

A imunidade à mudança e a velocidade na carreira.  Velocidade! É a palavra que eu mais ouço dos coachees quando uso a ferramenta ITC – Immunity to Change, elaborada por Robert Kegan e Lisa Lahey. Velocidade para chegar ao lugar que realmente trava o movimento necessário para que a mudança desejada aconteça. Tive meu primeiro contato com a ferramenta em 2014 num evento organizado... leia mais

13 minutos

Espiritualidade, organizações e pandemia

Espiritualidade A espiritualidade é fundamental na vida das pessoas e das organizações! Mas... esta afirmação é vista muitas vezes com desconfiança e pouco útil para a vida prática. Organizações precisam atender aos seus clientes, devem gerar resultados, e o lugar da espiritualidade é nos templos religiosos! Esta é uma típica reação que encontraremos ao abordar o tema. O... leia mais

13 minutos

Coaching Baseado em Pontos Fortes

A abordagem do coaching de Pontos Fortes vem sendo desenvolvida pela Gallup há décadas, baseada no sonho de Don Clifton de que pudéssemos olhar cada ser humano a partir do que tem de melhor. E tal abordagem vem revolucionando a forma como as pessoas pensam sobre desenvolvimento humano, profissional e empresarial. Talentos e Pontos Fortes O coaching orientado pelos pontos fortes dos... leia mais

13 minutos

Pen It!: Fazendo amizade com nossas vulnerabilidades.......em uma página

{"Escrevo inteiramente para encontrar o que estou pensando, o que estou vendo, o que vejo e o que isso significa, o que quero e o que temo"} Joan Didion [1] Ficar cara a cara com a nossa própria vulnerabilidade faz parte da jornada de cada pessoa ao logo da vida. O que fazemos quando estamos nesses pontos sensíveis tem sido o material para grandes poesias, filmes, músicas e histórias ao... leia mais

13 minutos

O Trabalho do Terapeuta Organizacional com base na AIT

Você acha que é possível se permitir sentir quando está trabalhando? Esta pergunta pode parecer ter uma resposta óbvia, e esta resposta vinda de sua mente poderá ser: “sim”. O que fico aqui me perguntando é que se isso parece tão óbvio, para muitos de nós, por que majoritariamente o ambiente organizacional tem se mostrado um contexto frio, insensível, composto de pessoas usando... leia mais

12 minutos
O melhor conteúdo sobre Coaching em língua Portuguesa
a um clique do seu cerébro
Seja Premium