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Edição #7 - Dezembro 2013

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Levando em conta a Cultura

“Para me punir por meu desprezo pela autoridade, o destino fez de mim mesmo uma autoridade.”
(Albert Einstein)


Trabalhei por 19 anos em uma das maiores indústrias químicas do mundo, e vivi na pele a tran­sição de colega para supervisor, depois para chefe e gerente. Senti os modelos mentais cul­turais com os quais somos edu­cados a respeito de ser chefe. Algumas frases me causavam estranheza, como “não elogia que estraga”, ou “não elogia que vai pedir aumento”, e tan­tas outras. Senti também como os antigos colegas, agora su­bordinados, se tornavam mais distantes quando ascendi a uma posição de chefia.

Vivi também o efervescer do movimento sindical no Brasil, quando a cada greve, aqueles que tinham posição de chefia, chamados cargos de confiança, eram cobrados a estar presen­tes dentro das organizações, mesmo vazias. Estar do lado de fora, junto com seus subordina­dos, seria visto como uma que­bra da confiança e possível per­da do cargo. Assim, nestas gre­ves, as atenções se voltavam aos chefes que não apoiavam os trabalhadores, como se eles, chefes e gerentes, também não o fossem. Com as conquis­tas advindas das greves, com o sacrifício de muitos operários, novos conflitos, pois o que ha­via sido concedido nas nego­ciações também beneficiaria a chefes e gerentes, aumentan­do, desta forma, a revolta dos subordinados em relação aos seus líderes. Neste contexto, os empresários eram vistos como os grandes exploradores do povo e os partidos políticos, dentro de uma democracia inci­piente, aproveitavam para co­locar mais pimenta neste angu, obviamente para justificar uma doutrina de esquerda, ainda muito inspirada por regimes de extrema esquerda.

Neste momento histórico havia a consciência da separação de classes, de como alguns viviam muito bem enquanto outros não. Dentro da cultura e ideologias vigentes, a razão de muitos não terem nada residia no fato de poucos terem muito. Nos dias de hoje vemos que isto não é neces­sariamente verdade e que outras culturas tratam esta questão de maneira bem diferente.

Esta lembrança, tão recente em termos históricos, ainda impacta o sentimento e comportamento das pessoas nas organizações, especialmente a figura daqueles que ocupam posição de mando.

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