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Edição #87 - Agosto 2020

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A História da Formação da Língua Portuguesa: Uma Língua, Várias Nações

“A nossa língua comum foi construída por laços antigos, tão antigos que por vezes lhes perdemos o rastro.”
Mia Couto


Todas as línguas acompanham a história dos povos com a qual entram em contacto. Não poderia ser diferente com a língua portuguesa que começou em terras lusitanas e expandiu-se para outras regiões do mundo, sem antes ter passado ela mesma, e, anteriormente, uma língua aproximada a ela, por várias mudanças.

A língua portuguesa começou na Península Ibérica, muito diferente da região actual composta, hoje, por Portugal e Espanha, onde viviam povos como os iberos, os lusitanos, os celtas, celtiberos, fenícios, gregos, cartagineses e outros. Todos esses povos tinham as suas línguas e as suas culturas. As sucessivas misturas entre eles, proporcionadas por invasões militares em busca de novas terras para a expansão territorial e em busca de melhores condições de habitabilidade, permitiram que essas culturas e essas línguas se influenciassem mutuamente criando outras culturas e outras línguas que melhor suprissem as necessidades dessas populações.

Inicialmente, a Península Ibérica era habitada por pequenas populações que viviam para garantir a sua subsistência. A hibridização cultural e as modificações da estrutura da língua, fonéticas, morfológicas, sintáticas e semânticas aprofundaram-se. Palavras como guerra, broa, ganso, íngreme, guardar, por exemplo, surgiram da influência das línguas dos suevos e visigodos, povos germânicos que invadiram a Península Ibérica nos séculos VI e VII da nossa era.

Antes desta invasão que se deu por volta de 409, a Península sofreu o processo de romanização que começou com a invasão dos romanos em 218 a.C. Segundo Paul Teyssier (1982, pág. 6), nessa altura, a maior parte dos povos da Península adoptou a língua latina. Ela tornou-se, nessa altura, língua base da aculturação que curiosamente foi levada por soldados, funcionários públicos e comerciantes (grupos sem uma formação erudita) que se instalaram nessa colónia. Portanto, foi o latim vulgar, e não o latim clássico, que se tornou a matriz dos falares românicos que se desenvolveram em tal território.

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