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Edição #49 - Junho 2017

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Um caminho interior

“Mas, onde eu devia começar? O mundo é tão vasto, começarei com meu país, que é o que conheço melhor. Meu país, porém, é tão grande. Seria melhor começar com minha cidade. Mas minha cidade também é grande. Seria melhor eu começar com a minha rua. Não: minha casa. Não: minha família. Não importa, começarei comigo mesma.”
Elie Wiesel – Souls on fire

Quantas escolhas alucinantes, quanto medo, quantas incertezas, quantos Sins e quantos Nãos... quantas vidas... Quantos!

Perguntou Edgard:

- Mas, professora eu sei o que tenho que fazer, mas.... e se?.... mas... mas... E se ....? Eu preciso me preparar para isto... Eu não estou pronto... e se ...? e se ...? Eu tenho medo... e se ... ???

- Não permitas que o despotismo da perfeição te impeça de dar os primeiros passos... Respondeu Lia Diskin, do alto da sua Presença e Simplicidade...

Eu estava no canto direito, no fundo da sala, era um sábado à tarde... e, ouvir isto deu um misto de medo e tesão que subia e descia, subia e descia... arrepiando o corpo, acelerando o coração... Eu já conhecia isto! Eu já conhecia isto!

Ao receber do meu querido parceiro Luciano Lannes o convite gentil e provocador de escrever para esta coluna, me reportei como num passe de mágica para este diálogo com a professora Lia Diskin da Palas Athena, por quem tenho um profundo respeito e admiração. Ouvi a indagação do meu colega, como se fosse para mim... Poderia ser minha, perfeitamente minha... mas, mas ... e se...?

Lannes estava na mesma sala de aula, junto com seu amor, Monica, desfrutando das palavras firmes e doces que nos embriagavam e apaixonavam.

Se você não conhece a Lia Diskin, sugiro experimentar esta sensação, vale a vida.

De lá para cá, e muito antes de lá... eu já estava no Caminho... já estava fortemente envolvida pelo “Conhece-te a ti mesmo”. Inquieta e angustiada com minhas questões pessoais.

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