A alta sensibilidade tem como base o conceito de sensibilidade de processamento sensorial sensory processing sensitivity descrito inicialmente pela psic loga Elaine Aron ARON ARON Atualmente os estudos sobre a sensibilidade de processamento sensorial configuram um campo interdisciplinar de pesquisa que integra psicologia neuroci ncia e biologia evolutiva entre outras disciplinas GREVEN et al Estas investiga es vem produzindo um conjunto de evid ncias indicando que a alta sensibilidade est associada a diferen as no funcionamento do sistema nervoso central ACEVEDO et al GREVEN et al Estas diferen as manifestam-se especialmente na maneira como os est mulos sensoriais emocionais e sociais s o percebidos integrados e processados pelos indiv duos Neste contexto consolidou-se na literatura especializada um modelo descritivo das caracter sticas centrais do tra o frequentemente sintetizado pelo acr nimo DOES O modelo DOES descreve quatro dimens es inter-relacionadas do processamento sensorial e emocional associadas alta sensibilidade I nbsp a profundidade de processamento caracterizada por maior integra o reflexiva das informa es II a suscetibilidade hiperestimula o decorrente da capta o ampliada de est mulos III a intensidade emocional e emp tica associada elevada responsividade afetiva e maior ativa o de redes neurais ligadas consci ncia emocional ACEVEDO et al e IV a sensibilidade a est mulos sutis que permite detectar sinais ambientais e corporais de baixa intensidade Em conjunto estas dimens es apontam para uma caracter stica central do tra o a maior responsividade s condi es ambientais elemento que fundamenta tanto sua vulnerabilidade quanto o seu potencial de desenvolvimento Informa es atualizadas sobre o modelo DOES e sobre a agenda internacional de pesquisa em sensibilidade de processamento sensorial podem ser obtidas atrav s do portal Sensitivity Research SENSITIVITY RESEARCH Vale salientar que do ponto de vista evolutivo a presen a relativamente est vel de indiv duos altamente sens veis em diferentes popula es sugere que o tra o n o constitui uma anomalia mas uma estrat gia funcional alternativa Estima-se que cerca de a da popula o apresente esse padr o de maior responsividade ambiental propor o que indica tratar-se de uma estrat gia minorit ria por m consistentemente observada na esp cie A coexist ncia de perfis mais sens veis e menos sens veis tende a ampliar a capacidade adaptativa dos grupos combinando maior habilidade para detec o de riscos e oportunidades com a propens o a o direta Neste sentido a vantagem da sensibilidade n o se restringe ao indiv duo mas pode contribuir para o equil brio din mico da esp cie na sua intera o com o ambiente Se do ponto de vista evolutivo a sensibilidade pode ser compreendida como uma estrat gia prop cia adapta o do grupo no plano individual surge a quest o de compreender de que maneira esta maior responsividade ambiental se traduz em trajet rias de desenvolvimento diferenciadas A partir desta interroga o desenvolveram-se alguns modelos te ricos dedicados a compreender a alta sensibilidade n o apenas em termos de...