Nossa cliente Maria no traz o seguinte caso: além de conduzir processos de coaching com clientes que me remuneram também tenho clientes pro bono. Gosto de ter clientes que não me pagam porque é uma maneira de contribuir com algumas ONGs com as quais me identifico. Além disso acrescento horas de coaching ao meu portfólio. A questão é que percebo duas diferenças nas sessões nas quais não sou remunerada: acredito que os clientes são mais “dóceis”, parece que querem me agradar. A segunda diferença diz respeito a mim mesma. Sinto que fico mais solta, mais espontânea nas sessões de coaching, mais a vontade com meus clientes pro bono. Por que será que isso acontece?
Maria, é bastante interessante que você tenha a consciência das diferenças de postura não apenas de seus clientes, mas suas também, frente à remuneração que recebe, ou não, de seus clientes. Fica evidente a força que as relações econômicas exercem sobre nós. Provavelmente nossos clientes pro bono não sejam todos dóceis e pode ser que você seja bastante autêntica com clientes que pagam pelas sessões de coaching. Dito isso, vale a pena fazer uma reflexão sobre as diferenças, mesmo que um tanto estereotipadas, entre clientes que remuneram seu trabalho e clientes pro bono.