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Edição #104 - Janeiro 2022

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Editorial - Ed. 104

E chega mais um ano!!!

Seja bem-vindo 2022.

Que tenhamos o foco, a coragem, a lucidez, a clareza de enfrentar nossos demônios, nossas resistências, e que possamos caminhar na direção da luz, da luz de cada um de nós. Cada vez fica mais claro e nítido que o que mais intimida, assusta e paralisa o ser humano, não são desafios extraordinários, ou riscos exagerados. O que mais nos tira a energia, nos suga a alma, e empobrece o nosso viver, é o medo de atingirmos o nosso potencial, de contemplarmos a nossa luz, de sermos tudo o que podemos e devemos ser. Não, a frase não é minha, nem é original, muitos e muitas já escreveram sobre isso. Talvez poucos o tenham feito com tanta propriedade e felicidade como a escritora estadunidense, Marianne Williamson, em seu livro “A Return To Love”, de 1992.

“Nosso maior medo não é sermos inadequados. Nosso maior medo é não saber que nós somos poderosos, além do que podemos imaginar. É a nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos assusta. Nós nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, lindo, talentoso, fabuloso?”. Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus

Você, pensando pequeno, não ajuda o mundo. Não há nenhuma bondade em você se diminuir, recuar para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor. Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham. Nós nascemos para manifestar a glória de Deus dentro de nós. Isso não ocorre somente em alguns de nós; mas em todos.

Enquanto permitimos que nossa luz brilhe, nós, inconscientemente, damos permissão a outros para fazerem o mesmo.

Quando nós nos libertamos do nosso próprio medo, nossa presença automaticamente libertará outros”.

Conto mais sobre como nasceu este dossiê “Feliz Ano Novo”, na apresentação do dossiê.

Por ora, quero desejar, de coração, um Feliz Ano Novo, para cada um dos habitantes deste pequeno grande mundo. Que possamos em 2022 avançar na consciência da importância do crescimento pessoal, de alcançar níveis mais elevados de maturidade, onde passamos a incluir o outro em nossos planos, em nossas decisões.

Sim, sabemos que não haverá um “despertar” da consciência coletiva em um estalar de dedos, mas historicamente, já está na hora da humanidade dar mais um passo e se libertar da dependência e do jugo de pequenos e grandes tiranos. Libertar-se da dependência de um grande pai cuidador, que em nome do próprio ego, apequena ainda mais as pessoas, reforça sua dependência e os transforma em zumbis sem vontade ou pensamento próprios.

Que, como sonhou Paulo Freire, um humanista, antes de qualquer outro “ista”, as pessoas despertem para a consciência e responsabilidade pelas suas próprias vidas, e pelo conjunto da obra.

Tenha uma excelente leitura. 

 Luciano Lannes 

Editor

Artigo publicado em 09/01/2022
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