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Edição #7 - Dezembro 2013

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Dizendo “não” sem culpa!

"O fato de dizer sempre sim em vez de dizer não, acarreta sobrecarga e, muitas vezes, gera somatizações."
Adilsa Sakashita

Quantas vezes você foi a um lu­gar que não queria ir, assumiu um compromisso sem poder, sobrecarregou-se com inúme­ras atividades, apenas porque não soube ou não teve coragem de dizer “não”? 
Muitas vezes, tenho certeza.

É difícil dizer “não”, e por vários motivos: medo, culpa, insegu­rança, auto-estima baixa, só para citar alguns. Até por ex­cesso de confiança, quando nos julgamos muito mais podero­sos e capazes do que realmente somos, ou ainda por perfeccio­nismo, quando pensamos ser os únicos competentes para resol­ver as situações.

Seja qual for o motivo, a inca­pacidade de nos colocarmos de maneira assertiva, nos deixa sobrecarregados, estressados e ainda nos faz agir contrarian­do nossa vontade, princípios, valores. Quando isso acontece sofremos...

Aprender a dizer “não” é mui­to importante e saudável, não apenas para quem diz, mas também para quem ouve; o pri­meiro exercita a assertividade e o segundo a resiliência.

Pessoas que sempre dizem sim estão mais sujeitas ao dese­quilíbrio emocional, a tensões, além de viverem numa cons­tante luta contra o relógio, pois estão sempre assoberbadas e infelizes. Sentem-se desrespeitadas e abusadas; só que não conse­guem enxergar que a causa de tudo está nelas. Esta atitude diminui a auto-estima porque a pessoa acaba acreditando que não é levada a sério, suas ne­cessidades e prioridades não são levadas em conta, nem por ela mesma! Afinal, quando di­zemos sim sempre, não damos importância aos nossos pró­prios planos e projetos, então não podemos esperar que os outros dêem.

Uma conhecida se queixava sempre que seu marido, filhos, família, chefes e colegas viviam abusando dela, todos se apro­veitavam da sua incapacidade de dizer “não”. E ela sofria mui­to com isso. Por um lado sentia­-se desvalorizada e, por outro, incapaz de fazer valer suas prio­ridades e vontades. Porém, o que ela não conseguia perceber é que dizia sim por­que sentia culpa por não aten­der aos pedidos e tinha medo de que não gostassem mais dela, afinal ela tinha a imagem de boazinha, solícita... E o mais grave, ela assumia um papel de vítima, reclamando de sua sobrecarga, de como ela tinha que resolver tudo para todos, reforçando a imagem de boazinha, mas também de vítima, o que despertava aten­ção e cuidados, nas pessoas próximas. Essa imagem acabou se confundindo com sua iden­tidade e ela desenvolveu mais um temor: "- E agora, se começar a dizer “não”, serei o quê? As pessoas continuarão gostando de mim?" Após passar por um processo de Coaching, ela se descobriu capaz de dizer “não” de maneira justa e hoje se sente valorizada e admirada. Mas foi necessário passar por vários pontos cru­ciais: reconhecer a dificuldade, entender suas causas, decidir mudar e efetivamente empre­ender os esforços necessários para a mudança.

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