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Edição #27 - Agosto 2015

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O que cai dentro do foco do Coaching?

Como coach, mentora e super­visora de coaches, sempre me surpreendo quando alguém da área me fala que determinados temas devem ser encaminha­dos para a terapia ou que o co­ach não trabalha com medos, sentimentos ou emoções. Considero perigosa esta exclu­são. Afirmações como estas são verdadeiros tabus em coaching. Minha pergunta é sempre: "Por­que não?" Afinal, quem define os limites é o cliente. É ele quem determina e conduz o ritmo da contradança.

Tratar medos e emoções em terapia e em coaching tem di­ferença sim. O melhor dos mun­dos é quando o cliente opta pe­las duas condutas, mas o coach deve evitar determinar a priori, sem antes fazer uma explora­ção de significados, intenciona­lidades de resultados e expec­tativas desejados pelo cliente.

O coach, assim como o psicote­rapeuta, trabalha a natureza humana, suas questões e temas de autoconhecimento, como no caso do coaching de desenvol­vimento, onde aparecem refle­xões mais profundas, dilemas e questões mais amplas no âm­bito das emoções - não importa se o tema for profissional e/ou pessoal, porém, em intensida­de diferente do psicoterapeuta, que tem como foco atuar com estes temas em profundidade.

Quando o coach está trabalhan­do aspectos pontuais, como no caso de um coaching skill ou te­mas relacionados ao coaching de performance, frequente­mente as emoções e questões existenciais aparecem com me­nos profundidade.

Coaching pressupõe mudanças de dentro para fora, que se ex­pressam em comportamentos observáveis. Trata-se de um processo que explora e ajuda o cliente a identificar os motivos in­trínsecos ao seu tema de trabalho em coaching, mas não fica por aí, o cliente entende e caminha para uma mudança desejada de futuro.

Mas seja qual for o modelo de coa­ching requerido, a questão ou o mo­tivo que o cliente traz, requer uma busca de significado, o que está por trás do tema, muitas vezes é a ver­dadeira questão do coaching.

É muito raro o cliente trazer o tema de coaching explícito. Explicitar o que está encoberto já é coaching, principalmente quando se trata de um coaching de desenvolvimento, o motivo aparente nem sempre é a razão do que o trouxe até o coaching e sim o sintoma de um incômodo. Muitas vezes, a raiz do “problema” é nebulosa até para o cliente, que diz: “- Eu sei o que quero, sei o que tenho que fazer, mas não faço!” O coach já inicia o processo buscando a identi­ficação desta pergunta, que chama­mos de contratação da questão.

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