Eu nunca fui demitida Sempre foi minha a decis o de encerrar ciclos no trabalho Contudo na minha longa trajet ria em cargos de lideran a papel que comecei a exercer aos anos de idade - iniciativas de demiss o exigiam muito de mim Era medo de ser injusta de rejeitar e por consequ ncia ser rejeitada Para reduzir tais riscos e arrefecer meus temores elaborava estrat gias diversas Invariavelmente no entanto sentia-me culpada At o momento em que encerrando um longo ciclo numa organiza o percebi que a demiss o teria me causado menos sofrimento do que o tempo um ano talvez durante o qual experimentei o dissabor da rela o desgastada Eu percebia que j n o cabia naquela empresa perdi sono nas noites de domingo atravessadas por ang stias senti constrangimento em situa es festivas vi minhas proposi es perderem relev ncia e at mesmo a mais simples atividade me desafiava Foi minha professora de ingl s quem me aconselhou a assistir ao filme Comer rezar nbsp e amar H tempos fora de cartaz a pel cula seguia com uma mensagem poderosa Em Roma a personagem principal visitava um pr dio que desde sua constru o tinha passado por v rias finalidades dando lugar a atividades diversas Permanecia entretanto vigoroso firme e belo com alta relev ncia para a cidade Moral da hist ria mudan as valem a pena mesmo quando elas pressup em o abandono do conhecido Mudan as nos abrem a possibilidade de nos reinventarmos Era essa a inspira o que me faltava para dar um basta naquela situa o t xica Afinal quando j n o h mais conex o entre profissional e empresa algu m precisa vencer a acomoda o e dar o passo de revis o no rumo da hist ria Esta foi a viv ncia que forjou meu olhar para as demiss es como experi ncias necess rias na jornada profissional Aprendi que rela es de trabalho t m...