Muitas vezes nos perguntamos: "O que me trouxe até aqui?" Para mim, a resposta é clara e poderosa: a atitude. Não apenas como um traço de personalidade, mas como uma força motriz, uma energia interna que me impulsionou, mesmo diante das adversidades, a continuar caminhando – e, mais do que isso, a construir o meu próprio caminho.
Venho de uma infância marcada por dificuldades financeiras e emocionais. Cresci em um lar humilde, onde não havia garantias, apenas a esperança de dias melhores. Mas desde cedo compreendi que esperar que as circunstâncias mudassem não seria o bastante. Eu precisaria me mover. Precisaria agir. E foi justamente essa disposição de encarar a vida de frente, mesmo com medo, que moldou minha trajetória.
Aos 14 anos, escolhi trabalhar. Não apenas por necessidade – embora ela existisse – mas por intuição. Intuí que o trabalho seria mais do que uma fonte de renda: seria o meu portal para o crescimento, para a liberdade, para o autoconhecimento. Eu queria mais do que sobreviver; queria viver com propósito, romper com os padrões limitantes do ambiente em que cresci e abrir novos caminhos para mim e, quem sabe, para outros também.
Essa jornada, é claro, não foi linear. Houve tropeços, momentos de dúvida, cansaço e solidão. Mas aprendi que agir com intenção gera movimento, e que movimento gera clareza. Com o tempo, percebi que cada passo dado, mesmo os incertos, alimentava meu crescimento e fortalecia minha confiança. A atitude de seguir em frente – ainda que sem todas as respostas – foi, e continua sendo, meu maior ativo.