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Edição #63 - Agosto 2018

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O perigo das certezas nos processos de venda de coaching

Eu tenho notado que uma das questões mais perigosas na venda ética dos serviços de coaching se dá quando, de alguma forma, escorregamos na crença de que somos os melhores - a melhor opção para o cliente, a melhor estratégia, o melhor coach. No universo dos melhores cabe pouca reflexão e aprendizagem e assim perdemos a bússola para uma navegação madura, regada por questionamentos sobre limites, respeito, confiança, proximidade, autenticidade, presença, capacidade de perdoar, ver a alma e ter compaixão. Reflexões como estas nos convidam para aprendizagem constante e interminável, onde a curiosidade nos ajuda a não ter tantas certezas. Como aprendizes, e mais facilmente junto ao outro, com novas lentes e possibilidades, podemos trilhar um caminho reflexivo e de adaptação das nossas práticas, ações e relacionamentos, buscando a melhor conexão possível e uma boa jornada de aprendizagem em conjunto com os nossos clientes.

Neste contexto, a ética ocupa um novo lugar, transitando de "cumprir o código" para refletir continuamente a ação. Passmore, em “Supervision in Coaching”, conceitua a ética na ação como um processo de contínua investigação pessoal sobre como nós, individualmente, nos comportamos, quais atitudes aceitamos nos outros e quais desafiamos e, ao considerar estas questões, entender mais sobre nós mesmos e os valores que consideramos.

Este mesmo autor cita alguns pontos fundamentais para o desenvolvimento da ética:

  1. Perceber valores e comportamentos;
  2. Identificar questões/dilemas que emergem da sua prática;
  3. Refletir sobre a sua prática e buscar apoio para ver outros ângulos;
  4. Explorar opções para lidar com as questões éticas;
  5. Avaliar opções conforme o código de ética e os seus valores;
  6. Construir uma jornada ética pelo aprender a aprender.

A construção da jornada ética reside nas competências mais sofisticadas de um coach (Hawkins & Smith; Passmore, entre outros). Normalmente, o profissional inicia a sua trajetória adquirindo conhecimentos e competências técnicas, como um arsenal de ferramentas que transmitem a sensação de capacidade para atuar (figura 1). Frequentemente, percebemos coaches investindo em mais uma formação ou uma nova metodologia como forma de enriquecer a sua prática. Contudo, assim como numa boa dança, o momento mágico emerge na conexão, na parceria, no inesperado, na proximidade e no uso artístico das potencialidades do cliente. Esta sofisticação é co-criada na relação e alimentada pela reflexão ética que considera o respeito e a confiança como alicerces fundamentais. Ocupa um lugar muito além dos arsenais que podem ser ofertados ao envolver a totalidade do indivíduo - a alma do cliente!

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