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Edição #59 - Abril 2018

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Empoderamento no processo de Coaching Executivo e Empresarial: é possível?

INTRODUÇÃO

O termo empoderamento esteve presente nas últimas décadas do século XX na literatura voltada para diferentes áreas do desenvolvimento humano e social. (Conger e Kanungo, 1988; Lord e Hutchinson, 1993).

Já em 1995, um dos pioneiros do Coaching, Robert Hargrove, registrou conexões entre Coaching e empoderamento. Como escreve em seu clássico “Masterful Coaching”, “Masterful Coaching tem a ver com o empoderamento de pessoas a fim de criar um futuro que estas realmente desejam (...)”.

Constata-se desde então, uma falta de consenso a respeito do significado do termo empoderamento e da forma como tem sido abordado, tanto na teoria quanto na prática. Em alguns casos, o foco é a participação comunitária, em outros a educação, o treinamento e desenvolvimento gerencial, aprendizagem, para citar alguns. Na área de Coaching, poucos têm abordado este tema.


O QUE É EMPODERAMENTO?

Segundo Lord e Hutchinson (1993, p. 8) “empoderamento é um processo através do qual os indivíduos alcançam um controle crescente sobre diferentes aspectos de suas vidas”.

Conger e Kanungo (1988, p. 447) definem empoderamento como “um processo de intensificar sentimentos de auto eficácia entre os membros de uma organização através da identificação de condições que promovem desempoderamento e pela eliminação destas. (...)”

Em processos de Coaching Executivo e Empresarial, o empoderamento pode ser considerado como parte de um conjunto de intervenções que envolvem diretamente o relacionamento entre Coach e Coachee, que acontece durante as sessões de Coaching, nas quais são abordadas questões relacionadas com a atuação do Coachee no trabalho.

Entretanto, a bibliografia especializada disponível conta com um número relativamente limitado de trabalhos e pesquisas sistemáticas que abordam o Coachee, sua experiência e suas percepções do processo, os resultados obtidos e a sustentabilidade das mudanças alcançadas. (Krausz, 2017, p. 128)

Esta carência constitui uma lacuna importante, uma vez que priva os Coaches de informações relevantes sobre o real impacto dos processos de Coaching na sua própria eficácia, bem como no desenvolvimento, na aprendizagem e no desempenho do Coachee. Este é o principal player, a figura central na relação Coach/Coachee e o fator, por excelência, do sucesso do Coaching Executivo e Empresarial.

Trata-se de alguém cuja disponibilidade, abertura, desejo e vontade genuína de

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