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Edição #48 - Maio 2017

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Neurocoaching: conceitos da neurociência aplicados ao processo e mudança de hábitos

Os desafios impostos às pessoas e às corporações em um mundo com mudanças cada vez mais rápidas, com novos estímulos e informações a cada minuto, são imensos. A grande habilidade exigida é a de saber mudar – sejam regras, formas de pensar, de agir, comportamentos e até mesmo propósitos. Nesse cenário, no ambiente profissional, ficar preso a padrões antigos pode significar, simplesmente, não sobreviver. No âmbito pessoal, essa rigidez pode levar ao sentimento de inadequação – e isso na melhor das hipóteses, quando não está em jogo algum hábito que ponha em risco a própria saúde.

Para complicar toda essa história, a experiência humana mostra que mudar não é tarefa nem um pouco fácil. E a ciência explica o porquê dessa dificuldade. Por meio dos avanços da neurociência nos últimos anos, sabe-se, por exemplo, que nossos cérebros são dotados de circuitos ou mapas que se formam e se modificam a partir de estímulos do ambiente, de novas experiências. Os circuitos gravados se tornam modelos, geralmente inconscientes, que determinam formas de agir e reações emocionais. É quase impossível apagar o que foi gravado, e o cérebro, para poupar energia, tende a usar os mapas e conexões já existentes. Por isso, repetimos padrões de comportamento e temos dificuldade de mudar.

Quando nos deparamos com uma situação nova ou lidamos com ideias complexas, o nosso cérebro compara com o sistema de conexões mentais que já está ali. Se o estímulo ou a informação não encontram respostas nesses mapas mentais, é necessário um aprendizado, e o cérebro gasta mais energia nesse processo do que no “agir no automático”. É um esforço que apresenta dificuldade, pois é preciso mudar um comportamento habitual, uma maneira já arraigada de ver as coisas. Essa mudança é comandada pela região do córtex pré-frontal do cérebro, que é responsável pela conduta racional.

Outra área do cérebro, mais profunda e central, abriga o sistema límbico, associado a funções como controle motor, cognição, aprendizado e emoções. Desse sistema faz parte um órgão em forma de amêndoa, a amígdala, de fato, amígdalas cerebelosas – são duas), que concentram a memória de experiências vividas e desencadeiam emoções como medo, irritação, raiva, e o hipotálamo, que cuida de instintos como fome e sede. O sistema límbico nos faz responder a estímulos antes que eles cheguem à consciência. Portanto, para mudar comportamentos automáticos, é preciso atuar no sistema límbico. A neurociência ensina que isso é possível, pois as conexões neurais, apesar de formadas por pensamentos e emoções enraizados, são flexíveis e podem ser transformados em qualquer momento da vida.

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