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Edição #128 - Janeiro 2024

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Poderá o Coach Executivo Evitar Insucessos em Suas Intervenções?

“Coaching Executivo é uma dentre várias abordagens ou tipos de      intervenção que podem ser utilizados para promover o desenvolvimento de lideranças e organizações”

The Executive Coaching Forum (2015)


Coaching Executivo pode ser considerado como um  conjunto  de parcerias, uma forma de aprendizagem não convencional, flexível,  de atenção e interação personalizadas que atenda às necessidades específicas do coachee decorrentes de suas atividades organizacionais, bem como as da organização para a qual trabalha.

Trata-se de uma intervenção que,  quando conduzida de forma competente, responsável e adequada, redundará em efeitos positivos para os envolvidos e para a organização, como um todo. Tais resultados, portanto, expandem seus benefícios para além da relação dual coach/coachee.

É  um processo cuja complexidade e sutileza decorre das múltiplas interações que envolve. Além do Coach e do Coachee, é preciso considerar os stakeholders entre os quais ressaltamos o gestor imediata do Coachee e o RH que representam a organização.

Há que se considerar, também, os fatores contextuais  intervenientes,  ou seja, as especificidades da cultura da organização, os estilos de liderança vigentes, a imagem /experiência/ informação sobre o que seja Coaching Executivo, bem como os resultados esperados desta intervenção.

O Coaching Executivo dá-se num cenário dinâmico, a organização,  que exige uma abordagem estratégica,  realista e atenta do Coach. Este  passa a fazer parte de uma complexa rede de relacionamentos cuja  participação  exige um posicionamento equidistante, ético, contratual, de respeito mútuo e profissionalmente correto que  gere um clima de harmonia, confiabilidade e cooperação necessários para a obtenção dos resultados esperados

Entretanto, tal postura essencial, de caráter preventivo, nem sempre tem sido devidamente considerada nem na formação dos Coaches Executivos, nem em sua prática profissional.

Sua  relevância, entretanto, já era ressaltada  nos fins dos anos noventa, particularmente  por Thomas J. Leonard, um dos iniciadores e divulgadores do coaching nos Estados Unidos .

Como lembra Brock, (2009) uma das poucas estudiosas da história do coaching, “Thomas Leonard ajudou a criar a indústria do coaching com sua visão, sua habilidade de assimilar e simplificar conceitos complexos e seu talento para o marketing”.

Leonard  fundou o CoachU e o  Coachville, entidades pioneiras  que se propunham a “formar” coaches através de  treinamentos breves, essencialmente práticos, realizados em eventos de fins de semana que atraiam dezenas de pessoas.

Para divulgar a sua “nova” atividade, fazia também sessões rápidas de coaching via internet, criou as famosas listas de problemas/soluções relacionadas ao coaching com a colaboração dos participantes .

Popularizou o coaching, talvez nem sempre da forma mais adequada,  em boa parte do território norte-americano. Foi, também, um dos fundadores da ICF.

Segundo Leonard, “seus clientes precisavam de um alter ego que pudesse ouvi-los, apoia-los no estabelecimento de prioridades e atuar como uma espécie de bússola para orienta-los em qualquer um dos caminhos que escolhessem” (www.briliantissimo.co.uk em 09/11/03)

Faleceu subitamente em 2003 e com o tempo extinguiu-se este movimento de ritmo intenso, como era o do seu criador/patrocinador.

Dentre suas contribuições encontramos alguns materiais de apoio que faziam parte do programa do Thomas J.Leonard  Coaching Training do Coach Ville (Fevereiro/2003). Um deles, intitulado  101 Erros de Coaching, tinha como função alertar os futuros coaches sobre a importância de atuar de forma  preventivo em suas intervenções, evitando-se assim erros prejudiciais ao processo de coaching.

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