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Edição #124 - Setembro 2023

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Coaching Executivo e Empresarial – o estado da arte

“Coaching é uma área emergente, complexa e dinâmica em evolução que integra a contribuição de vários campos do conhecimento e do pensamento inovador de muitos pioneiros”

Vikki Brock, 2012

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Qualquer área do conhecimento, tanto do ponto de vista da teoria quanto da prática, está sujeita a revisões e revisitas que permitem o acompanhamento e a integração contínuos dos avanços da ciência e da tecnologia.

O Coaching em geral e o Coaching Executivo e Empresarial, em particular, constituem uma área sensível às transformações e tem incorporado contribuições de outras áreas do conhecimento e do pensamento que ampliam, aprofundam e diversificam seu campo de aplicação.

Na sua versão contemporânea emergiu nos Estados Unidos a partir dos anos 30, fruto de um meio ambiente no qual surgiram e floresceram diferentes movimentos de caráter humanista como  o National Training Laboratories, (1947), OD (Desenvolvimento Organizacional,-1950),  a Psicologia Humanística (Rogers, Maslow, Virginia Satir, Eric Berne, F. Perls (Esalen, 1962) e outros.

Entretanto, nem todos os que atuam nesta área tem consciência desta herança, fruto de um processo de transformação que exige atualização ágil e constante.

Na história bíblica já encontramos Moisés, por exemplo, que dialogava com seu sogro, Jetro, a respeito de suas dificuldades como líder de uma multidão de fugitivos hebreus. Sócrates,  no século V AC  aplicava com maestria os princípios que orientam o processo de Coaching através da Maiêutica. Comparava-se ele a uma parteira, entendendo que sua função era trazer à luz as ideias das pessoas para que estas pudessem chegar, por si mesmas, às constatações e conclusões. Seu mantra era “Nada posso ensinar. Posso, apenas, estimular as pessoas a pensarem”.

Vikki Brock, uma das poucas  estudiosas da história do Coaching,  identificou duas profundas raízes da teoria e da prática do Coaching em geral e do coaching Executivo e Empresarial em particular: - Uma fincada nas tradições orientais milenares relacionadas com as artes marciais, sua filosofia e respectivos processos de aprendizagem baseados em princípios morais e  éticos, na não diretividade dos mestres, ênfase  nas forças das pessoas, bem como no respeito às normas de convivência  e solidariedade humanas. - Outra, fruto da filosofia e do racionalismo ocidental e da busca pela compreensão da natureza humana e da vida em sociedade.

Como ressalta Brock, (2009, p.1) “o Coaching Empresarial e Pessoal emergiu durante a segunda metade do século XX, fruto da intersecção entre pessoas, disciplinas e fatores socioeconômicos”, tornando-se conhecido no início do século XXI, quando se multiplicaram as atividades de treinamento, as associações profissionais e o desenvolvimento do coaching como uma intervenção sistemática.

Para Grant (2003), “Coaching não é produto do fim do século XX.”   Antes dos  anos cinquenta  ele localizou  pelo menos três trabalhos : o de Gorby (1937), de  Bigelow (1938) e de Lewis (1947) que de alguma maneira já acenavam com possibilidades de sua aplicação no mundo do trabalho.

Na década dos sessenta foram publicados o artigo de Mahler (1964) que utiliza o termo Coaching e aborda as dificuldades de transformar gerentes em coaches eficazes, além de outros dois da autoria de D. Hardie (1960) e de Gerschmam (1966).

Nos anos setenta foram localizados apenas 4 artigos, mas na década dos oitenta subiu para 18 artigos e na de noventa para 41.     

Como podemos observar, entre 1960 e 2.000 o Coaching Executivo e Empresarial passou por um período de gestação, tornando-se mais uma alternativa para as empresas lidarem com o impacto da crescente e rápida transformação das atividades laborais. Estas apresentavam problemas tais como inadequação dos processos decisórios, frequência de conflitos, desperdício, corrupção, rotatividade, perda de eficácia, entre outros.

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