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Edição #88 - Setembro 2020

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Editorial - Ed. 88

Caros leitores,

Quando analisamos a base de conhecimento que desenvolvemos sobre o nosso funcionamento, é muito interessante notar que estamos apenas beliscando a casca do ovo desta sabedoria.

Teóricos e pesquisadores estão produzindo novos modelos que nos auxiliam a compreender melhor como funcionamos e de que forma podemos diminuir nossas limitações para realçar os potenciais.

No fundo queremos melhores resultados, e na prática, isto se traduz em uma vida mais equilibrada, mais tranquila, mais focada, com consciência de propósito e realização.

Conhecer nossos pontos fortes e fracos faz parte de inúmeras metodologias há décadas. Fato é, que por um bom tempo, a crença de que precisávamos concentrar esforços nos pontos fracos para praticamente eliminá-los criou no mundo organizacional, muitas pessoas, especialmente nos níveis de liderança, que acabaram ficando fracas ou medianas em tudo. É como se quisessem ensinar macacos a se tornar exímios nadadores ou peixes a subir em árvores.

Os modelos foram mudando e chegamos a um novo modelo: levar nossos pontos fortes à excelência e remediar alguns dos pontos fracos e delegar completamente outros, aqueles onde somos realmente ruins.

Parece que o ser humano tem uma predileção pelo ruim, pelo negativo, pelo que dá errado. Assim foi também nos estudos sobre o ser humano. As pesquisas se concentravam no que estava errado com as pessoas.

Neste momento, entra em cena o Dr. Donald O. Clifton, um psicólogo estadunidense, que verificou que toda a literatura de psicologia disponível na biblioteca da UNL - Universidade de Nebraska em Lincoln- versava sobre o que estava errado com as pessoas. Não conseguiu encontrar um livro ou estudo sequer sobre o que existia de positivo nas pessoas. “Percebi então que, com muita frequência, as pessoas estavam sendo caracterizadas por seus problemas e fraquezas, e não por seus talentos”.

Estava nascendo a Psicologia dos Pontos Fortes, da qual o Dr. Clifton é considerado o pai, e avô da Psicologia Positiva.

Sua pergunta básica foi:

"O que poderia acontecer se estudássemos o que está certo com as pessoas?"

Este dossiê trará muita luz para esta abordagem, muito em linha com o que acreditamos e já temos publicado ao longo dos últimos anos, como Psicologia Positiva, Investigação Apreciativa e Organizações Positivas.

Espero que você aproveite muito esta edição.

Tenha uma excelente leitura.

Luciano Lannes Editor

Artigo publicado em 01/09/2020
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