Em nosso artigo, “A força das histórias que você conta” (edição 66, nov/2018), refletimos sobre como somos capazes de “dar vida” às mesmas histórias de maneiras completamente diferentes. Vimos que a forma como formulamos e fazemos as perguntas influenciam a “lente” do que é tomado como verdade e válido. E isso determina a linguagem, o conteúdo do que é narrado e valorizado, a expressão das emoções, os impactos das narrativas no momento presente e, em especial, comprometem as esperanças e como são projetadas as imagens e expectativas de futuro, afetando decisivamente o indivíduo, a comunidade e toda a sociedade.
Ao praticar a Investigação Apreciativa (I.A.), a ênfase deve recair na formulação insistente e sistemática de perguntas que disciplinam e treinam o pensamento a perceber e apreciar as conquistas, com total permissão para o florescimento do sentimento de orgulho e alegria. Alegria pelas experiências de sucesso e disposição para desvendar e enaltecer aprendizados das situações de dor e sofrimento. A I.A. se ocupa, persistentemente, daquilo que serve de alicerce e força propulsora positiva para as realizações do presente e futuro. Este processo convida as pessoas a se libertarem dos vícios nas negatividades, depreciações e pessimismo, para se conectarem com as forças internas e infinitas de valorização da vida, criação e transformação da realidade. As perguntas devem ser elaboradas para elevar o espírito humano, a motivação, a energia vital. O olhar apreciativo resultante desta forma de investigação influencia as narrativas das histórias, gerando conversações a respeito dos ativos mais valiosos, das grandezas e das possibilidades. Capacidades positivas presentes são reveladas, a atitude de reconhecer o melhor de si e dos outros, a inspiração para imaginar futuros visionários suficientemente audaciosos e promissores e o comprometimento para agir.
Esta metodologia foi concebida para mover “sistemas inteiros” (organizações, comunidades, cidades e nações), envolvendo centenas ou milhares de pessoas num fluxo de atividades, o ciclo em 4Ds. Todas as etapas são permeadas por poderosos processos de diálogos que estimulam novas formas de relacionamentos, onde as pessoas se abrem para sonharem em conjunto, se conectarem em uma só voz e se apoiarem mutuamente na cocriação de mundos melhores para todos.
No coração da I.A. estão as entrevistas apreciativas que ocorrem em pares na fase de descoberta. Um protocolo com perguntas previamente preparado é disponibilizado para que o entrevistador possa auxiliar o entrevistado a percorrer os 4Ds de modo a “viver” e compartilhar suas histórias, vontades, sonhos e compromissos com a ação sem se descuidar da “trilha positiva”. Aqui, pretende-se que o entrevistado termine a entrevista pronto para se tornar o entrevistador na segunda rodada e, sobretudo, revitalizado ao beber da própria fonte interior onde moram toda a sua magnificência, recursos e capacidades construtivas infinitas para criar e moldar novas realidades. Nas atividades e fases seguintes, que serão realizadas por meio de um amplo processo de conversações e trabalhos em equipes, seus ativos mais valiosos poderão ser reforçados e potencializados a serviço de um propósito maior que é de todos. Ao colocar “a vida no centro” deste processo, inevitavelmente, são plantadas as sementes para a construção de relações saudáveis, felizes e edificantes em benefício do mundo.
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