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Edição #63 - Agosto 2018

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Lidando com perdas

Como profissionais de Coaching, lidamos o tempo com todo com expectativas de nossos coachees, sejam elas ditas ou não. Sempre estarão presentes e, de alguma forma, se manifestarão. Nosso intenso cuidado está voltado a não interpor nossas expectativas que, embora existentes, não poderão ser lançadas no nosso cliente, ali presente. Nosso papel de condutores, mas não direcionadores que, utilizando-se da árdua tarefa de buscar novos significados para velhas experiências de nossos coachees, muitas vezes, entra em choque com nossas vivências e nos exige muita atenção e cuidado ao lidar com tal situação.

Recentemente, tive uma grande perda de um ente querido, o que me fez buscar forças e conhecimentos para lidar com a situação em âmbito pessoal, profissional e familiar, forças estas que não necessariamente estavam voltadas para a mortificação das emoções e o congelamento dos sentimentos, mas em redimensionar a experiência de viver o luto, auxiliando os demais membros da família durante o referido transe emocional. Durante o processo, tive diversos insights ao ver as maneiras com que cada membro da família lidava com tal situação. Eu mesmo, tive que recorrer a quase tudo que aprendi de inteligência emocional para me manter em pé para apoiar os membros menos experientes da família. Descobri que era preciso rever minha maneira de estar no mundo, afinal, não detinha todas as respostas e nem era senhor dos sentimentos e emoções alheias. Me surpreendi com o medo que algumas pessoas têm de lidar com o fenômeno chamado morte, visto por alguns como fatalidade, por outros como castigo ou negação da vida e por outros, como algo natural e necessário. Dentre tais pessoas, uma parente próxima, com a qual todos estavam preocupados, demonstrou uma grande serenidade e compreensão, surpreendendo até os mais céticos. De outra forma, o apoio incondicional de amigos e pessoas próximas me trouxe um alento grandioso e reconfortante, me fazendo ver que, na maioria das vezes, num momento como este, o respeito à pessoa falecida deve ser proporcional ao carinho, apoio e reconforto dado aos familiares, ali presentes. Num mesmo acontecimento, me tornei coach e também, coachee, pois, ao buscar uma visão de futuro perante a situação, me vi cercado pelas minhas próprias indagações, mas ao mesmo tempo, alicerçado por frases e relatos de pessoas que estavam ao meu lado, estas sempre focando os acontecimentos positivos que envolveram a pessoa falecida, seus inúmeros exemplos de acolhida, orientação, resiliência e luta por um futuro melhor.

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