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Edição #58 - Março 2018

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A Responsabilidade de tornar-se pessoa e construir o mundo onde se vive

O que faz com que nos tornemos quem somos e ajamos como agimos? Filósofos e cientistas já se debruçaram sobre essa questão que continua, em grande parte, um mistério. Quais forças, que marcas, que experiências, que atitudes podem ter as potências transformadoras capazes de criarem tamanha singularidade e diferença? Sem esgotar o assunto ou fornecer resposta definitiva, podemos dar algumas voltas com o tema, afinal, que coisa caracteriza mais um ser humano do que o esforço ético contínuo para produção de si mesmo?

Um elemento motivador para que comecemos a pensar sobre a inesgotável tarefa de tornar-se quem se é, pode ser a diferenciação entre um sujeito idealizado que se esforça para descobrir um propósito de vida – termo utilizado à exaustão nos dias de hoje e que tem justificado tantas práticas no mínimo duvidosas – e o que vou chamar de sujeito em construção, que por meio das práticas de si, como nomeou o filósofo Michel Foucault, é agente no processo.

Chamo de sujeito idealizado aquele que é pensado como portador de uma essência humana dada, produzido por uma teoria a priori do sujeito. Este viria ao mundo com uma missão a cumprir, missão que foi mascarada, escondida dele. Sua primeira tarefa seria, portanto, descobrir quem é, para em seguida, conhecer a sua missão. Este é o sujeito da imaginação, cuja ideia não se tornou uma força, um afeto. Pode-se percebê-lo quando ouvimos frases como: “estou perdido/perdida, preciso achar meu caminho”; “quando encontrar meu propósito de vida serei feliz”; “vim ao mundo por um motivo maior”. Habitualmente este indivíduo se nomeia como um buscador/buscadora e não raro, é levado a acreditar em soluções mágicas que farão com que ele se encontre, se cure, encontre o lugar mágico onde só existe felicidade e amor.

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