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Edição #36 - Maio 2016

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Processos Paralelos na Supervisão de Coaching

A Supervisão cria um espaço onde o coach pode re­fletir com profundidade e honestidade a respeito de QUEM e COMO ele está sendo em cada interação com seus clientes e com o sistema no qual os clientes es­tão inseridos. Essa reflexão é fundamental na medida em que o coach precisa estar totalmente presente não só ao cliente, como também a si mesmo e a tudo o que acontece no campo energético dentro do qual ocorrem as trocas entre ele e seu cliente.

Supervisão é uma prática reflexiva. Costumo usar a metáfora do espelho para falar desse espaço seguro em que o Coach pode se enxergar por inteiro e ex­pandir seu aprendizado sobre si mesmo, e ampliar sua perspectiva e consciência sobre como suas pró­prias emoções, crenças e narrativas são levadas para sua prática e impactam seu relacionamento com cada cliente.

Hoje, vou ampliar um pouco a metáfora do espelho. Pensemos numa sala cheia de espelhos, onde as ima­gens projetadas são refletidas inúmeras vezes, re­flexos de si mesmas. Gostaria de usar essa ana­logia para falar do sistema dentro do qual se dá a relação Cliente-Coach-Supervisor.

Entre os inúmeros fenômenos que pode­mos observar nesse jogo de espelhos, encontram-se os chamados Processos Paralelos. Esse conceito foi desenvolvi­do na Supervisão Clínica e envolve uma gama de processos inconscientes, como transferência, contratransfe­rência e identificação. Basicamente, o termo descreve as situações em que a dinâmica do relacionamento entre o terapeuta e seu cliente é inconscientemente replicada no relacionamento do terapeuta com seu supervisor. O conceito foi es­tendido ao campo mais recente da Supervisão de Coaching, des­crevendo como os padrões do relacionamento entre o coach e seu cliente são reencenados no espaço da Supervisão, fora da consciência do coach.

Hawkins & Smith afirmam ser bastante comum o coa­ch, inconscientemente, começar a “dançar a dança do cliente”. No modelo Seven-eyed process model of supervision apresentado em seu livro, uma das sete perspectivas é o foco no relacionamento que se esta­belece entre supervisor e coach e nos fenômenos que podem representar uma reedição dessa dança dentro da Supervisão.

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