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Edição #35 - Abril 2016

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Um outro olhar - Ed. 35

Nossa coach Maria nos traz o seguinte caso:
Estou atendendo um executivo, participante de um processo de coaching executivo contratado por uma grande empresa multinacional. Ele trouxe, como demanda, em um primeiro momento, uma questão de cunho organizacional. Sua questão era como ser mais competitivo. Ele, agora com 52 anos, teve uma trans­ferência horizontal para uma área de jovens executivos com faixa etária média de 32 anos e para isso sentiu que precisava manter um nível de competitividade à altura dos profissionais subordinados a ele nesta nova área. Em uma conversa a três, seu Diretor destacou que em uma área de jovens talentos num grupo de alta performance, seus principais desafios eram o trabalho em grupo, conseguir o melhor de cada um, alinhado ao trabalho em equipe. O diretor salientou a senioridade do executivo na empresa e amplos conhecimen­tos do business organizacional, sugeriu também um estilo de gestão mais participativo e integrador. Após o primeiro encontro, este executivo relatou que no âmbito pessoal também tinha desafios de competitivi­dade, precisava emagrecer e começar a fazer academia, queria rejuvenescer, estava recém-casado, em seu terceiro matrimônio, com uma mulher bem mais jovem, ele queria ser um exemplo no pessoal e no profis­sional. Após 3 encontros, ele conseguiu integrar a ginástica e alimentação balanceada em sua rotina, trouxe alguns artigos para discutir sobre perfil das novas gerações, que o motivou na construção de um plano de ação sobre sua atuação participativa. Sinto um real interesse dele em ser mais competitivo e reconhecido em sua liderança. Mas, não sei como ajudá-lo a fazer com que estas mudanças sejam sustentáveis ao longo do tempo. Ainda restam 6 sessões no processo contratado. Sinto que estamos discutindo mais do mesmo. Como sair deste círculo vicioso?

Maria, obrigada por compartilhar suas dúvidas comigo. Também desta vez compartilhei com as minhas amigas Lily Seto, coach e supervisora no Canadá e Ana Plio­pas, coach e supervisora em São Paulo. Vamos ver se consigo ex­pressar para você nossa discussão.

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