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Edição #33 - Fevereiro 2016

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Editorial - Ed. 33

Caro leitor,

“Quero ser coach”...

Atualmente encontro muitas pessoas manifestando a vontade de iniciar uma carreira de coach. Bem, exercitando os princípios básicos do Coaching, cabe uma pergunta: “por que você quer ser coach?”

As respostas são as mais inusitadas possíveis. As mais comuns passam por “Eu quero ajudar as pessoas” até “É o que está dando grana no momento”.

No entanto, a decisão por tornar-se coach merece uma boa dose de reflexão, sobre as motivações, uma ideia muito clara do percurso a ser percorrido, dos investimentos a serem feitos, e principalmente das mudanças pessoais que precisam ocorrer.

Talvez o principal erro que muitos cometam seja pensar que para tornar-se coach, basta uma sólida formação, algo muito técnico e racional. Quem se aprofunda neste universo, cada vez mais toma consciência de que a função de uma boa formação seja causar uma TRANSFORMAÇÃO no pretendente a coach. Quem se dedica a trabalhar efetiva e profundamente com pessoas, cada vez mais rasga seus manuais, protocolos, testes, roteiros pré-definidos, e mergulha no autoconhecimento, na escuta, no sentimento, na troca, numa parceria que não está descrita em canto algum.

Esta é apenas uma parte.

Uma outra é começar a trabalhar, ter clientes, desenvolver um negócio. Lembrando que muitos saem de empregos fixos e querem uma nova carreira no coaching, é necessária também uma mudança de paradigma, de empregado para empresário.

Aparece em cena, talvez o maior matador de novos coaches, o MEDO. São tantos, pequenos e grandes, rasos e profundos, lógicos e confusos, aparentes e escondidos. Como ainda não temos estatísticas confiáveis, estima-se que entre 5% e 10% das pessoas que terminam uma formação atuem como coach.

Preparamos então duas edições dedicadas ao início na carreira. Vamos abordar desde as motivações, passando pelas diversas linhas de formação, o medo de atuar, o quanto cobrar, e por aí vamos....

Aproveite esta edição com a primeira parte deste tema.

Tenha uma excelente leitura,

Luciano Lannes
Editor

Artigo publicado em 20/07/2017
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