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Edição #27 - Agosto 2015

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Cuidado com o Furor Curandis

Nesta edição vamos discutindo as fron­teiras do coaching, que muitas vezes não estão delineadas de forma clara pelas diferentes escolas e esferas de atuação dos profissionais da área. Os dilemas apa­recem a cada novo coachee, a cada nova demanda que se apresenta, e algumas de nossas dúvidas independem de nossa formação e atuação profissional prévias. Quando pensamos em fronteiras, pen­samos, por exemplo, na fronteira entre o coaching e o aconselhamento, entre o coaching e o mentoring, e para alguns de nós, entre o coaching e as diversas tera­pias disponíveis.

Há, porém, algo comum à maioria dessas atividades, que pode acometer todos os profissionais, coaches ou não: O que Freud, após 24 anos de prática psica­nalítica, em 1919, denominou como “Furor Curandis”. Algo que fala so­bre nossa onipotência, sobre nos­sos desejos, sobre nossa vaidade, e sobre nosso narcisismo. Freud dis­cute os perigos do Furor Curandis em seu texto “Linhas de progresso na terapia psicanalítica”, colocando em xeque alguns conceitos já desenvol­vidos e praticados pelos psicanalistas, e os alerta para o perigo de ceder à tenta­ção de colocar a cura de sintomas de seus pacientes como objetivo do tratamento. Na verdade, o texto busca conscientizar o analista de seu papel de investigar e trazer certos fatos à tona durante o trata­mento, e não ceder aos dois furores ine­rentes à prática: o furor investigativo, que nada acrescenta ao paciente se feito à sua forma mais exaustiva e menos conclusiva, e ao furor de cura, que projeta no paciente desejos do próprio analista, e cria soluções que estão aquém do saber do próprio paciente. Por fim, acaba por discutir a eficácia de tal método, e propõe ao analista man­ter seu posicionamento de neutra­lidade a qualquer custo.

A este ponto, alguns podem estar se questionando por que escolho o viés da psicanálise para falar em coaching. Em primeiro, minha formação e prática psicanalítica antecederam minha formação em coaching. Em segundo, porque a psicanálise se aproxima em muitos aspectos do coaching, e especial­mente da minha linha de trabalho em coaching ontológico. Em am­bas as práticas trabalhamos a par­tir de uma demanda trazida pelo cliente, a partir do seu discurso e especialmente da sua linguagem. Da mesma forma, estes processos envolvem desejos do cliente, e o desejo do profissional de trabalhar aqueles desejos.

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