Nesta edi o vamos discutindo as fron teiras do coaching que muitas vezes n o est o delineadas de forma clara pelas diferentes escolas e esferas de atua o dos profissionais da rea Os dilemas apa recem a cada novo coachee a cada nova demanda que se apresenta e algumas de nossas d vidas independem de nossa forma o e atua o profissional pr vias Quando pensamos em fronteiras pen samos por exemplo na fronteira entre o coaching e o aconselhamento entre o coaching e o mentoring e para alguns de n s entre o coaching e as diversas tera pias dispon veis H por m algo comum maioria dessas atividades que pode acometer todos os profissionais coaches ou n o O que Freud ap s anos de pr tica psica nal tica em denominou como Furor Curandis Algo que fala so bre nossa onipot ncia sobre nos sos desejos sobre nossa vaidade e sobre nosso narcisismo Freud dis cute os perigos do Furor Curandis em seu texto Linhas de progresso na terapia psicanal tica colocando em xeque alguns conceitos j desenvol vidos e praticados pelos psicanalistas e os alerta para o perigo de ceder tenta o de colocar a cura de sintomas de seus pacientes como objetivo do tratamento Na verdade o texto busca conscientizar o analista de seu papel de investigar e trazer certos fatos tona durante o trata mento e n o ceder aos dois furores ine rentes pr tica o furor investigativo que nada acrescenta ao paciente se feito sua forma mais exaustiva e menos conclusiva e ao furor de cura que projeta no paciente desejos do pr prio analista e cria solu es que est o aqu m do saber do pr prio paciente Por fim acaba por discutir a efic cia de tal m todo e prop e ao analista man ter seu posicionamento de neutra lidade a qualquer custo A este ponto alguns podem estar se questionando por que escolho o vi s da psican lise para falar em coaching Em primeiro minha forma o e pr tica psicanal tica antecederam minha forma o em coaching Em segundo porque a psican lise se aproxima em muitos aspectos do coaching e especial mente da minha linha de trabalho em coaching ontol gico Em am bas as pr ticas trabalhamos a par tir de uma demanda trazida pelo cliente a partir do seu discurso e especialmente da sua linguagem Da mesma forma estes processos envolvem desejos do cliente e o desejo do profissional de trabalhar aqueles desejos N o direcionar o cliente n o s aconselh vel mas prova-se como conduta extremamente eficaz em ambos os processos N o po demos nos esquecer que h um profissional em pr tica que por mais neutro e estudioso continua sendo um ser humano em intera o com outro ser humano Al m de controlar seus mpetos de di recionar o cliente recomenda-se tamb m a abstin ncia que mal interpretada pode levar o profis sional a pensar que a pr tica exi ge dist ncia instranspon vel entre profissional e cliente Abstin ncia fala sobre abster-se de atender a todos os desejos projetados do cliente sobre o profissional e seu desejo de que a solu o seja...