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Edição #22 - Março 2015

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MEDO - entender antes de agir

Quem tem medo do medo? Por que somos paralisados em situações cotidianas? Por que algumas pessoas reagem de forma tão inusitada a ele? O medo existe e devemos apenas aceitá-lo, afirmam os psicólogos e terapeutas.

Eu tenho uma história que ilustra bem essa situação do meso contracenando com paralisia e ação.

Há anos atrás, eu e minha esposa voltávamos ao Brasil após um período de férias no Canadá. Foi nossa primeira viagem sem o nosso filho, que na época devia ter seus quatro ou cinco anos. Foram duas semanas especiais, apenas curtindo a vida - uma espécie de segunda lua de mel. Tudo perfeito até entrarmos no avião que nos levaria para casa. Logo depois de meio hora de voo, o MD-11 (um avião do porte de um 777) sofreu uma queda causada por uma turbulência chamada de “céu claro” por, nem sempre, ser detectada pelos instrumentos de bordo. Os avisos de apertar cintos estavam apagados. Cena de cinema. Lembro-me de uma comissária super elegante, oriental, com as pernas para o ar e segurando-se em um dos bagageiros. Alguns segundos apenas, para nós muitos minutos. O comandante teve um gesto incomum. Calou-se. Mais dez horas de voo e nenhuma palavra sobre o “incidente”.

Qual o medo que sentimos? Morte? Não. Abandono.

Depois deste evento conversamos muito com terapeutas especializados em medo de voar, e a conclusão foi medo de abandonar nosso filho. Como, em frações de segundos, ambos pensamos na mesma coisa?

Mas a ação não cura o medo. Pode ajudar. Eu fui obrigado a voar no dia seguinte a trabalho. Fui, e confesso que não foi nada agradável.

Minha esposa demorou anos para voltar a entrar em um avião. Foi. Superou, com muita ajuda, o seu medo. Sabem qual foi o fator de motivação? Os anos passaram e eu viajava sozinho com meu filho, até que um dia sobrevoando as cordilheiras, no Chile, uma comissária simpática perguntou ao meu filho por que estava viajando sozinho com o pai. Ele disse, simples e objetivo, porque minha mãe tem medo de voar. Esse foi o marco para a ação. Anos depois viajamos sozinhos novamente. E ela voltou, só, em um longo voo de quinze horas. Nada fácil, mas uma plena superação.

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