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Edição #20 - Janeiro 2015

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O valor dos valores para liderar a construção de um 2015 extraordinário

"Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor”.
Albert Einstein

Imaginemos que você precisa andar com um automóvel a 120 km por hora e você tem duas op­ções: (1) andar pelo asfalto liso ou (2) andar pelo acostamento. É óbvio que é possível andar pelo acostamento, mas isso colocaria em risco você e também outras pessoas. Andar pelo asfalto é mais adequado e seguro. Essa é a função dos valores em nossas vi­das, trazer segurança e conforto, além de uma convivência harmo­niosa na sociedade.

Qualquer organização (família, empresa, cidade, país, planeta) é um aglomerado de indivíduos e cada um é co-responsável pelo seu êxito ou fracasso da organi­zação à qual pertence. Entender isto seria suficiente para nos mobilizar a refletir sobre que tipo de resultados nossas ações individuais estão gerando para nós mesmos, para o meu próxi­mo e para as gerações futuras?

Para falar sobre liderança e valo­res no contexto organizacional é necessário considerar essas questões. Considero a base de qualquer liderança a qualidade que a pessoa busca ser, pois so­mos seres inacabados, estamos evoluindo o tempo todo. Temos que nos comprometer a melho­rar a qualidade do que somos antes de melhorar a organização onde atuamos. Antes de melho­rar a organização a qual perten­ce, melhore a organização que você é. Se liderança é a capacida­de de influenciar pessoas, qual a qualidade da influência que você tem sobre si mesmo, seus pró­prios pensamentos e atitudes? Como vou lidar com o outro se não consigo lidar adequadamen­te comigo mesmo? Falamos com muita eloquência sobre as rela­ções que devemos construir com os outros, no poder da influência que o líder tem que ter sobre os outros, mas falamos pouco so­bre a intimidade que devemos ter conosco. A mudança susten­tável na organização começa pelo indivíduo, não há outro caminho.

O PROBLEMA

Penso que a fonte da crise de valores que vivemos atualmente é atribuída a uma falta de equilíbrio entre os direitos e deveres e ao excesso de expectativas da maioria das pessoas na obtenção de seus direitos. Cul­turalmente fomos condicionados a enfatizar os direitos e negligenciar os deveres. Um bom exemplo disso são alguns hábitos da cultura norte americana, como o indivíduo negligenciar o seu dever de cuidar da pró­pria saúde, fumando dois maços de cigarros por dia e quando adoece abre uma ação judi­cial contra a empresa de tabaco, pleiteando seu direito à saúde. É uma grande inversão de valores. Em minhas palestras, tenho o hábito de perguntar às pessoas: “- Quantos neste auditório gostariam de ver um mundo com menos violência? Por favor, levantem a mão”, sendo a manifestação unânime. Mas quando pergunto: “- Então, quantos de vocês praticam a não violência no seu cotidiano, nos mínimos detalhes da vida, tratam as pessoas com justiça e respeito, cultivam pensamentos de compaixão e cuidam de sua saúde com disciplina?” e então não sobra um com a mão para o alto. Gandhi dizia: "Seja você a mudança que quer ver no mundo”.

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