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Edição #19 - Dezembro 2014

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Aprendizados da estrada

"A felicidade está na jornada, não no destino."
Dan Millman

Em janeiro de 2015 completará 20 anos de uma das experiências mais marcantes, desafiantes, inspirado­ras e transformadoras que vivi. Em 02 de janeiro de 1995, eu e mais dois amigos saímos da cidade de Peruíbe com destino a Florianópo­lis, sendo o único detalhe fora do comum o transporte escolhido – bicicletas. Foram dezesseis dias de aventura pelo litoral, desbravando praias e vilarejos, fazendo a própria comida e acampando na natureza (até certo ponto). Pedalávamos, em média, oitenta quilômetros por dia, com permanência de até três dias em alguns lugares para manu­tenção, consertos e recuperação física. Foi uma experiência com di­versos aprendizados, com uma for­te analogia com a vida cotidiana e que ajudaram a despertar e refinar qualidades e habilidades pessoais que, em condições normais, demo­rariam anos para serem desenvol­vidas. A experiência me conectou com três modelos mentais funda­mentais que orientam minha vida e busco ensinar isso para minhas filhas e meus clientes, são eles: (1) “O ser humano é um ser essen­cialmente livre de todo e qualquer tipo de limitação”; (2) “A vida qua­lifica e por isso, devemos aceitar os desafios de coração aberto” e (3) “Toda experiência, as melhores e as piores, são oportunidades de aprendizado, crescimento e re­finamento”. Neste artigo, quero compartilhar meus aprendizados e explorar as semelhanças entre a jornada literal que vivi com as jornadas pessoais de cada um que busca ser melhor a cada dia.

1º aprendizado: O primeiro e tal­vez o mais significativo, foi o acor­do íntimo, uma promessa que fiz alguns meses antes da viagem, em que afirmei sistematicamente “essa viagem representa o cami­nho da minha vida, da origem ao destino, e se eu chegar a Floria­nópolis, eu serei um ser humano capaz de conquistar tudo e qual­quer coisa que deseje”. Tenho que admitir que no final do primeiro dia me arrependi de ter assumido um compromisso tão firme, pois já dava para sentir o tamanho da en­crenca que me aguardava. Terre­nos acidentados, rios pelo meio do caminho, calor escaldante e chuvas torrenciais de verão, além do esfor­ço, além do que estava preparado e dores terríveis em todo o corpo, só para começar. Mas havia feito um voto, assumido um compromisso de chegar lá e estava determinado a cumprir meu objetivo. Ter clare­za sobre para onde estamos indo, qual o destino de nossa jornada, qual é o objetivo e o quanto esta­mos dispostos a nos comprometer e nos sacrificar por ele fará toda diferença. Muitas vezes temos um modelo mental equivocado sobre sacrifício, sendo entendido como um ato de privação forçada, renun­ciar a alguma coisa para conseguir outra ou mesmo algo penoso. Sa­crifício é edificar, focar, valorizar, dar significado elevado a algo e persegui-lo apaixonadamente e quando um objetivo torna-se sa­grado, ele é transformado em pro­pósito e é justamente o propósito que gera a força e a potência da ação para continuar avançando, mesmo quando somos surpreendi­dos por adversidades.

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