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Edição #143 - Abril 2025

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Movida a ação e convicção: o engajamento é a embalagem das melhores entregas

Atitude é posição e postura, é jeito e gesto, transparece no corpo, nas nossas decisões e no que a gente reverbera em nossas conexões. No meu caso, antes mesmo de compreender o significado de atitude, a proatividade prevalecia, me impelia desde a infância a buscar uma solução. Meus pais eram muito simples, e estar na frente da fanfarra, no feriado da Independência, tinha pra mim o glamour de um desfile de moda. Era a chance de ser importante. Mas abri mão do papel de baliza porque não tinha dinheiro para comprar o figurino. Pouco mais tarde, em vez de desistir da dança por não ter condições de pagar a mensalidade, eu negociei uma permuta com a professora. Com 11 anos eu limpava a sala em troca das aulas, e assim entendi o real poder da atitude: não depender da sorte e fazer a nossa parte.

Não vou fingir que foi fácil, mas ser proativa tornou tudo possível. Quando eu descobri que estava grávida, aos 15 anos, a salvação foi me manter em ação. Pouco mais tarde eu tinha um bebê órfão de pai, frequentava o curso técnico em Educação Física e trabalhava no escritório de uma churrascaria. Enquanto as minhas amigas faziam festas, eu não sabia o que era folga, mas foi graças ao primeiro singelo emprego que eu conquistei uma vaga melhor. Ali, no anonimato, descobri o valor das conexões, quando sondei com o contador da churrascaria sobre outros clientes que ele atendia. Desde então, sigo tecendo redes ativas e confiáveis, deixando sempre a porta entreaberta, porque é a rede de contatos que nos protege e projeta nas horas incertas. Com a ponte do contador, ingressei no ecossistema da tecnologia aos 18 anos, e trabalhei na AltoQI nos 17 anos seguintes, ajustando a rota, em alta velocidade, sem manual de instruções.

Naquele ambiente masculino, cheio de engenheiros, ser recepcionista-telefonista me obrigava a falar. E a única forma de vencer a timidez era ter o que dizer. Então fui perguntando, anotando, e consegui criar um roteiro para responder as perguntas mais comuns, sem precisar passar a ligação. Eles ganhavam tempo e eu ganhava visibilidade. E quando eu vi, estava gerenciando e treinando equipes. Meu time cresceu de 03 para 40 vendedoras e mais uma vez o segredo foi estar em ação: para ser multiplicadora e compartilhar tudo o que eu sabia, e para ser inquiridora, porque as perguntas têm o poder de abrir novas perspectivas. Em vez de especular, teorizando respostas, eu ia a campo, para entender a percepção dos engenheiros, dos clientes e dos vendedores sobre cada software. A partir do retorno concreto, ajustava toda a minha estratégia, depois voltava a ouvi-los, e assim continuamente.

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