“Sendo o amor a emoção que funda a origem do humano, e sendo o prazer do conversar nossa característica, resulta que tanto nosso bem estar como nosso sofrimento dependem do nosso conversar”
Maturana
Diálogo, conversa e comunicação. Três palavras-chave quando pensamos em diversidade.
Diversidade, Equidade e Inclusão é o tema da revista. É parte do que nós somos. A diversidade nos constitui como pessoas. Cada um com seus marcadores sociais, sua história de vida. As condições. O chão da nossa trajetória que nos permitiu chegar até aqui. Os sonhos e projetos que nos permitem avançar daqui pra frente. Onde queremos e podemos chegar. Diversidade é a nossa maior riqueza. Porque as organizações também são sistemas vivos. Feito de pessoas diversas.
Eu sou uma mulher branca, cis gênero, mãe de 3 filhos, 40+ de uma classe social privilegiada conforme o perfil socioeconômico do brasileiro. Sou bióloga de formação, mas sempre trabalhei com pessoas, meu filho pequeno diz que sou bióloga de gente e quase uma médica (doutora) que cuida das relações. A Educação sempre esteve no meu caminho e conversar com as pessoas é a minha grande alegria, tanto que me encontrei no coaching ontológico.
Talvez só por começar o texto com essas informações, você leitor (a) já começa a imaginar quem eu sou. Já começa a criar um personagem na sua cabeça e pode ser que me coloque em alguma das “caixas” que tem disponíveis no seu cérebro. Mulher. Branca. Nosso cérebro usa um sistema rápido para categorizar as pessoas e tomar decisões, como bem descreve o psicólogo e economista vencedor do prêmio Nobel Daniel Kahneman em seu livro Rápido e Devagar. A tal da primeira impressão, que se dá nos primeiros minutos ou até segundos de uma conversa. Nossos vieses inconscientes reconhecem aquela pessoa como amigo ou inimigo, bom ou mau, certo ou errado. Tudo muito rápido porque não temos tempo a perder. Afinal são milhares de decisões que precisamos tomar ao longo do dia.