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Edição #13 - Junho 2014

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Coaching de equipes e a complexidade dos grupos

Quando mencionamos Coaching de Equipes, são comuns os questionamentos: o que é mesmo? como funciona? que resultados propõe como possíveis?
Hoje está bem mais claro para a maioria das pessoas que trabalham com desenvolvimento ou buscam alternativas neste sentido, o que pode ser esperado do Coaching Individual, porém, quando falamos na abordagem voltada para Equipes, é comum a incerteza. Algo compreensível, visto que é uma alternativa de Coaching ainda em construção na perspectiva de muitos estudiosos sobre o assunto. Observamos evidências que apontam uma expansão significativa do Coaching de Equipes, considerando, entre outros aspectos, as discussões sobre o tema nos contextos dos profissionais voltados para a Gestão de Pessoas e demandas oriundas das empresas, que denotam forte interesse em contratar Coaching para potencializar Equipes. Embora ainda exista pouca literatura sobre este assunto, muitas experiências vêm sendo compartilhadas desde a Inglaterra, França, Espanha e Canadá. No Brasil, a partir dos estudos de Áurea Castilho, profissional com história reconhecida na área de Desenvolvimento de Grupos e Gestão de Pessoas, já tínhamos contato com uma abordagem por ela delineada de Coaching de Equipes na última década. A profissão e o mercado estão amadurecendo para assimilar esta nova forma de alavancar desenvolvimento.

Esta abordagem pressupõe o Grupo comportar-se como Equipe, com aprimoramento que denota um trabalho conjunto qualificado, a partir dos aprendizados sobre a dinâmica das relações e do próprio grupo. Esta é uma condição de amadurecimento recomendável para avançar no Coaching de Equipes. Diferente de um grupo em que os membros desenvolvem, muitas vezes individualmente, suas tarefas a partir de objetivos comuns, uma equipe aprende para ir além. Seus membros lutam pelo alcance dos objetivos de forma compartilhada, valorizam a complementaridade de talentos, de inteligências, de disponibilidades, de diferenças e, principalmente, reconhecem como trabalham juntos, aprimoram habilidades de relacionamento, potencializam a complementaridade dos papéis, qualificam os valores individuais e da equipe, protagonizando o que dá sentido e move suas ações. Tendo em vista as ideias acima, o Coaching de Equipes necessita partir de uma estratégia que inclua, num primeiro momento, reconhecer o estágio em que o grupo-cliente se encontra, se já atua como Equipe, ou se ainda encontra-se em estágios anteriores, podendo, inclusive apresentar-se como um agrupamento, situação em que as pessoas ainda não internalizaram qualquer noção de trabalho conjunto. O Coach, desta forma, tem como tarefa inicial, reconhecer onde o grupo-cliente encontra-se em sua trajetória de desenvolvimento, para apoiá-lo no caminho que leva ao lugar onde deseja conquistar enquanto equipe, quanto à sua performance e resultados.

No contexto das empresas, sendo elas familiares, privadas ou públicas, acreditamos que o Coaching de Equipes favorece melhoria de desempenho, para acelerar aprendizados no âmbito coletivo, para entendimentos e manejos de conflitos, para trabalhar inovação e mudança de cultura, o que inclui reflexão e ação, novas atitudes e comportamentos, enfrentamento do que é necessário de forma viável e substancial. Neste sentido, o comprometimento com os resultados vislumbrados, construídos com a alta direção, as orientações estratégicas e estabelecimento de metas claras são norteadores significativos para a evolução do que é desejado. Talvez o maior diferencial do Coaching de Equipes comparado a outras abordagens de desenvolvimento, seja quanto ao foco e objetividade do que deva ser alcançado num tempo determinado, considerando os valores e o que é essencial para a Equipe e empresa, algo que emerge da própria Equipe como resultado das interlocuções sistêmicas que desenvolve, dando contorno ao que é significativo num determinado tempo e contexto e que deverá ser priorizado como resultado.

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