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Edição #119 - Abril 2023

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A angústia do pertencimento e a cura pela autenticidade

“Nós somos inerentemente motivados a nos movermos em direção ao nosso verdadeiro eu”.


Início com esta citação do psicólogo humanista Carl Rogers, que reflete a grande busca de todos nós. A natureza humana é orientada para o crescimento, onde cada indivíduo tem um desejo intrínseco de se tornar mais completo e autêntico.

Mover-se para dentro, encontrar com a nossa essência ou imbuir-se da nossa autenticidade, faz parte da caminhada de todos nós. Rogers diz que o nosso verdadeiro eu é a expressão mais profunda do nosso ser e deveria se desenvolver naturalmente ao longo da vida, mas pode ser inibido por experiências negativas, conflitos internos ou pressões externas.

E se esta é a fonte da inteireza ou da completude da vida, é também a fonte de grande parte do nosso sofrimento.

O fato é que ao longo da vida nós vamos perdendo a nossa autenticidade. O principal fator é a pressão social. Muitas vezes, somos levados a acreditar que precisamos corresponder às expectativas dos outros e, para sermos aceitos, deixamos de sermos fiéis a nós mesmos. Nos transformamos ao ponto de, em um momento da vida, esquecermos de quem somos.

A busca pelo pertencimento é uma das necessidades básicas da humanidade. Quando estamos sozinhos, surgem sentimentos de tristeza, solidão ou desamparo. Os grupos sociais trazem esta sensação de pertencimento.

Robert Waldinger, psiquiatra americano e atual diretor de pesquisa do estudo mais longo já realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, constatou que o que importa “para nos mantermos felizes e saudáveis ao longo da vida, é a qualidade dos nossos relacionamentos”. Manter boas relações leva à longevidade.

Sob a perspectiva da Teoria Evolucionista, nossos ancestrais precisavam dos grupos para sobreviver. Eles viviam em grupos para não serem mortos por outras tribos ou pelos animais. Não pertencer a um grupo, inconscientemente, traz a sensação de morte.

Pertencer, portanto, é uma necessidade adaptativa e satisfaz a necessidade básica de sobrevivência.

Como se não bastasse toda esta questão evolutiva que está em nosso DNA, somos estimulados, desde a infância, a corrigir nossos defeitos para conseguirmos nos encaixar nos grupos e sobreviver. O diferente é visto como inadequado.

Aprendemos que não somos bons o suficiente. E acreditamos que aquilo que nos torna pessoas únicas e diferentes, é o que devemos esconder.

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