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Edição #118 - Março 2023

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O futuro do trabalho e os novos paradigmas de realização pessoal e bem-viver

Vivemos um tempo em que estamos constantemente correndo atr s O que ningu m sabe correndo atr s de qu Zygmunt Bauman Estagi ria trainee analista coordenadora gerente diretora anos da minha vida percorrendo uma carreira linear em grandes organiza es Nasci cresci e me desenvolvi profissionalmente em empresas Tive uma vida executiva pr spera Conquistei meu espa o constru relacionamentos fiz minha hist ria Avan ar ainda mais dependia de mim bastava fazer boas escolhas manter o ritmo de dedica o acima da m dia me destacar e seguir crescendo Aos anos estava onde queria posi o executiva s nior responsabilidades e desafios relevantes numa organiza o global com time de pessoas incr veis pacote financeiro bacana O padr o de sucesso que estabeleci para minha vida tinha sido alcan ado Por m j h alguns anos algo vinha silenciosamente mudando dentro de mim - hoje percebo que eram os impulsos da famosa crise existencial que anos mais tarde fui entender ao estudar o arqu tipo das Fases de Desenvolvimento Humano da Antroposofia A verdade que l no fundo eu sabia que as coisas que no passado eram minhas refer ncias de sucesso j n o estavam mais fazendo sentido nem me trazendo realiza o Me senti confusa e perdida sobre o significado de sucesso Amava muito o que fazia e se dependesse de mim faria aquilo pelo resto da vida N o via necessidade de subir mais degraus na hierarquia corporativa para me sentir realizada Por m este pensamento me trazia um sentimento de culpa afinal sou uma pessoa que cuida do desenvolvimento dos outros e n o quero me desenvolver Entrei num conflito interno buscando resposta para esta pergunta afinal era esperado de mim que eu fosse uma profissional acima da m dia e que quisesse continuar crescendo na carreira o que na poca significava uma grande dedica o dimens o do trabalho em detrimento de outras Um processo depressivo silencioso vinha se instalando aos poucos o que me fazia empreender o dobro de esfor o para fazer as coisas normais do dia a dia Isso me deixava exausta e minha sa de mental se comprometia afetando minha vida profissional e outras esferas Cheguei ao ponto de n o conseguir mais dar conta do b sico Algo me paralisava meu corpo sabia que n o queria mais me relacionar com o trabalho daquela forma Me sentia uma fraude e sem nimo para ficar me encaixando numa roupa que j n o me servia mais Ao mesmo tempo em que tinha cada vez mais consci ncia de que n o desejava mais trilhar aquele caminho profissional era desconfort vel saber que estava abaixo da m dia sem conseguir sair daquela situa o Depois de meses de muita reflex o ouvi de uma amiga a seguinte frase a gente s muda quando a dor de ficar maior do que a dor de mudar Aquelas palavras fizeram sentido para mim Pedi para sair Parei Fui me cuidar me conhecer melhor e buscar compreender quais eram os novos significados de sucesso que estavam emergindo em mim Durante esta jornada de autoconhecimento outras perguntas tamb m mexeram comigo Qual o tamanho do TER necess rio para suprir o meu SER O...
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