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Edição #115 - Dezembro 2022

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“Seja a mais nova árvore dos seus ancestrais”

Em 2017 entrei em uma multinacional, nesse momento eu ainda não tinha filho. Fui trabalhar no setor de comunicação, marketing e publicidade. Era preciso assinar um contrato e dentre as cláusulas apresentadas havia uma, especifica para mulheres, que dizia: no período de 12 meses, a partir da data da contratação a mulher não poderia engravidar. Eu não tinha o intuito de engravidar naquele momento, porém eu nunca tinha visto ou ouvido falar desse tipo de exigência em empresas. Uma equipe foi contratada e dentre as mulheres tinha uma que estava tentando engravidar, fazia tratamento, lembro que ela ficou muito angustiada. Em algum momento poderia engravidar e não sabia como ficaria o trabalho, se eles realmente a demitiriam. No final do projeto cada pessoa da equipe foi direcionada para uma área específica.

Eu não engravidei nesse período, mas presenciei muitos fatos que aconteceram com outras mulheres que engravidaram enquanto trabalhavam lá. Elas sofriam muito com profissionais que estavam em cargos superiores, que usavam argumentos como: “você não alcançou as expectativas do mês devido a gestação”. Lembravam da cláusula sobre não poder engravidar durante o período, alegando que o fato atrapalhava o desenvolvimento da empresa.

Após um tempo, houve o primeiro corte na empresa, por coincidência, ironia do destino, todas as mulheres que engravidaram no período foram demitidas, e uma ressalva, a maioria dessas mulheres eram negras, e não estavam em cargos de liderança. Fiquei muito mal com todo esse cenário, desenvolvi ansiedade, e quando aconteceu o segundo corte pedi para me demitirem, não porque eu queria engravidar, mas pela situação que me afetou mentalmente.

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