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Edição #1 - Junho 2013

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O Passado da Profissão do Futuro

Considerada a nova tendência em ges­tão de pessoas e desenvolvimento hu­mano, a prática do Coaching vem sen­do ampliada nos últimos anos. Existem várias abordagens, escolas e atuações. Mas como foi que ele surgiu?

Para responder a essa pergunta gos­taria de convidá-lo a fazer uma viagem muito divertida pelos caminhos que nos trouxeram até aqui.

Começaremos nossa turnê muitos sé­culos atrás, precisamente, no século IV e V a.C. na Grécia Antiga. Nosso pri­meiro encontro será com os importan­tes filósofos Sócrates, Platão e Aristó­teles, que embora não utilizassem a expressão “Coaching”, faziam uso da maiêutica para apoiar seus discípulos no processo do florescer intelectual, ou seja, aprender a aprenderem.

E o que é maiêutica? Como isso se co­necta com o Coaching?

A maiêutica socrática, instrumentação argumentativa do filósofo de elenkhos, significa o ‘dar à luz intelectual’, ou seja, buscar a sua verdade dentro de si mesmo. Sócrates fazia isso levan­do seus interlocutores a questionar e duvidar de seu próprio conhecimento, além de fazer com que eles concebes­sem, de si mesmos, uma nova ideia ou opinião sobre o tema, a partir de questões simples que os ajuda­vam a ‘fazer nascer’ ideias com­plexas. A maiêutica baseia-se na ideia de que o conhecimento é latente na mente de todo ser humano, podendo ser encontra­do pelas respostas a perguntas propostas de forma perspicaz. Durante essa busca, inevitavel­mente, as pessoas passam pela autorreflexão – “nosce te ipsum” (conhece-te a ti mesmo), pro­curando verdades universais como: bem-estar, plenitude e virtude. Portanto, Sócrates e Platão, com enorme capacida­de para dissecar fatos e situa­ções através dos recursos acima mencionados e Aristóteles, que orientou “Alexandre - O Gran­de” na busca de novas formas de enxergar a vida, apoiando-o a estabecer mudanças de com­portamento para alcançar suas vitórias e conquistas, já pratica­vam Coaching.

Por isso, mesmo que a expres­são não fosse empregada como a conhecemos hoje, esses mes­tres da filosofia já se utiliza­vam do processo de estímulo à descoberta pessoal, através de perguntas poderosas, capazes de ampliar a consciência e levar indivíduos a uma conexão com o seu melhor, podendo, desta for­ma, ter novas percepções de si e da realidade.

Séculos e séculos se passaram até que adentramos o século XV d.C., onde surgiu, pela primeira vez a palavra “coach”. A origem deste termo vem do húngaro “Kocsi”. Kocs é uma cidade na Hungria onde as carruagens, ve­ículos para transporte de pesso­as, começaram a ser produzidas com muito primor. Para desig­nar tal transporte, utilizou-se a palavra coach ou em português coches. Os condutores dos co­ches (sinônimo de carruagem) eram denominados cocheiros e tinham como missão conduzir seus passageiros ao destino de­sejado. Assim, podemos imagi­nar Coaching como sendo o pro­cesso de condução entre o pon­to ‘A’ e um determinado destino ‘B’, sempre definido por quem tomava a carruagem. Neste sen­tido, também nos conectamos com a prática atual do Coaching, onde se deve conduzir um pro­cesso de desenvolvimento com objetivos claramente definidos e determinados pelo coachee (aquele que recebe coach).

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