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Por que você acredita no que acredita?

Luciano Santos Lannes Por Luciano Santos Lannes em 11/01/2018

Esta pergunta parece muito simples e incita respostas simplistas como: "porque eu acredito", ou "porque acho que isto é assim ou que assim é correto".  Normalmente a crença é um produto de conclusões, de ligações, de comparações, e da construção de uma matriz de causa e efeito. Veja nossa postagem falando sobre a Escala de Inferência, pois ela nos ajuda a compreender como formamos crenças.

Ao mesmo tempo, adotamos algumas crenças que não passaram por este processo "racional". Não há comprovação ou testes. Trata-se das crenças que vêm da Fé.

 (do Latim fide) é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão. Extraído da Wikiédia

Assim, quando crianças, fomos aprendendo sobre o mundo, sobre o significado das coisas, das palavras, valores, e fomos construindo nossa forma de dar sentido ao que vivíamos. Aqui não se trata de certo ou errado, mas na cabeça de cada um de nós, formamos uma rede de significados que explica e traz compreensão para os fatos e fenômenos que observamos. Albert Einstein é frequentemente citado como tendo dito que "O senso comum é a coleção de preconceitos adquiridos por dezoito anos".

Quando estas explicações fazem sentido dentro do modelo que construímos, elas são validadas e passadas para os novos membros de nossa família, como filhos.

A maioria das pessoas também acredita na religião ensinada e vivida na infância. Para ilustrar, em minhas palestras, quando abordo o tema de autoconhecimento, costumo perguntar aos participantes se eles acreditam em Deus. Praticamente todas as pessoas levantam a mão. Então peço para pensarem um pouco antes de responderem à próxima pergunta. E aí está ela: "Esta crença em Deus é sua ou de seus pais?" Nas rodas de conversa, as conclusões geralmente passam por uma certeza que vem da alma de que a crença é nossa, mas a consciência de que nossos pais formaram esta crença dentro de nós. Desta forma, a resposta mais honesta é "não sei".

Isto mostra também como a questão das crenças é complexa e profunda e que processos simplistas de identificação de crenças limitantes podem ser tão inócuos quanto perigosos. O termo "crença limitante" tornou-se muito comum, especialmente no mundo do Coaching, e se refere àquelas crenças que vão na contramão de um objetivo almejado, e que atrapalham e obstruem nossa ação. Quando fiz minha formação em Coaching Executivo e Empresarial, com a Dra. Rosa Krausz, em determinado momento soltei a tal da "crença limitante", Ela calmamente me disse:

"Lannes, toda crença é limitante".

Por mais óbvio que fosse, até então eu não havia atentado para este fato. Qualquer crença limita e exclui outras possibilidades. Isto nos dá outra perspectiva ao encararmos as crenças, muito mais profunda do que separá-las em boas e ruins dependendo se atendem aos nossos interesses imediatos. Toda crença traz consequências, toda crença muda a perspectiva do observador.

Em nossa edição 56 trouxemos o foco para este tema tão instigante. Leia a apresentação do dossiê organizado por Veronica Ahrens e baixe também o artigo que ela escreveu neste dossiê. Para acesso a todos os artigos assim como a todas as edições anteriores, torne-se nosso assinante.

Grande abraço,

Luciano Lannes
Editor

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