Em nossa edição 1 começamos exatamente com esta pergunta.
Afinal, o que é Coaching?
Há muita confusão no mercado, com diferenças ideológicas de diversas escolas. Entendemos que Coaching seja uma intervenção distinta de outras como Mentoring ou Consultoria, as duas que geram mais confusão.
Rosa Krausz é quem assina este artigo da edição 1 e extraímos alguns trechos:
"Entendemos Coaching como 'O processo de facilitar o desempenho, a aprendizagem e o desenvolvimento da pessoa para que esta alcance os resultados que almeja.'"
O processo de Coaching apóia-se em pressupostos básicos de caráter eminentemente humanístico, dentre os quais destacamos:
- As pessoas sabem mais do imaginam;
- As pessoas possuem recursos que nem sempre são adequadamente utilizados;
- Metas desafiantes e viáveis estimulam as pessoas a darem o melhor de si;
- As pessoas têm capacidade de mudar se assim o desejarem;
- Pessoas comuns são capazes de fazer coisas extraordinárias.
Segundo a ICF (International Coaching Federation), Coaching é uma parceria entre o Coach (profissional treinado para entregar o processo de coaching) e o Coachee (pessoa que passará pelo processo de coaching), em um processo estimulante e criativo que os inspira a maximizar o seu potencial pessoal e profissional, na busca do alcance dos seus objetivos e metas através do desenvolvimento de novos e mais efetivos comportamentos.

A essência do Coaching vem da Maiêutica Socrática. Sócrates, se dizia uma parteira que ajuda a pessoa a reconhecer e fazer nascer aquilo que está dentro dela. Desta forma, o grande papel do coach é ser um parceiro de descobertas, onde o coachee irá, através das questões colocadas pelo coach, explorar novas possibilidades e encontrar novas peças que possam dar sentido ao seu quebra-cabeças.
Assim, existem alguns pontos que tornam o Coaching uma atividade inconfundível com outras abordagens:
- Não diretividade - o coach não pode conduzir o coachee para onde ele, coach, acredite que esteja a solução, ou mesmo influenciar com suas crenças, valores ou história de vida. (leva-se um bom tempo para atingir este nível)
- Não repassar seu conhecimento como parâmetro de decisão para o coachee.
- Não ensinar nada ao coachee.
Claro que cada pessoa irá encontrar seu "jeito pessoal" de fazer Coaching. Entretanto, é importante saber quando e porque quebrar alguma das três regras acima. Normalmente, isto acontece quando o coachee pode estar em qualquer tipo de risco. Um dos princípios pétreos do Coaching é "não causar qualquer dano ao coachee".
Já o Mentoring caracteriza-se pela transferência aberta de experiências pessoais ou não e o mentor serve como modelo em várias ocasiões.
A Consultoria caracteriza-se pelo trabalho que, em boa parte, será realizado pelo consultor.
Bem, após estas dicas básicas sobre o Coaching, nada melhor do que ler o artigo da Rosa Krausz na íntegra, sendo este um dos seis artigos da edição 1 que trazem mais clareza sobre o foco, possibilidades e abordagens do Coaching.
Boa leitura e conte sempre comigo.
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Até breve,
Luciano Lannes
Editor