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Em que margem do rio você está?

Luciano S. Lannes Por Luciano S. Lannes em 23/02/2020

Olá,

eu tenho me dedicado ao estudo e a prática do Coaching nos últimos 12 anos, sendo que há 6 edito a Revista Coaching Brasil

Esta vontade de fazer uma revista sobre Coaching nasceu da minha missão de compartilhar conhecimentos e apoiar pessoas verdadeiramente interessadas em desenvolvimento pessoal. 

É muito gratificante receber um feedback de que o conteúdo de um artigo que a pessoa leu fez diferença para ela, sendo por abrir a mente para outras possibilidades, seja por ter ajudado a solucionar um problema do momento, ou por ter encontrado eco às próprias dúvidas e angústias, sabendo que muitos outros também passam por isso. 

É frequente ouvir-se a frase “não tenho tempo para ler”. Entretanto, quando estamos em um congresso, seminário ou mesmo um curso, conversando com mestres e participantes, nota-se dois grupos muito distintos: um, formado por aqueles que se informam e reciclam constantemente, e a leitura é sim um dos principais meios de alcançar conteúdos mais densos e profundos, e outro grupo constituído por aqueles que não criaram o hábito de estar em constante contato novas ideias, conceitos e possibilidades. Ficam na comodidade do já conhecido.

Sabemos que por mais que estudemos, vamos apenas beliscar a superfície do conhecimento em determinado campo. Imagina então quem deixa de ampliar horizontes. Quando fazemos uma formação em Coaching, e existem dos mais variados tipos e profundidades, saímos com um volume enorme de conteúdo para digerir e colocar em prática. Com o tempo aprendemos a lidar com as ferramentas e metodologia que recebemos e elas vão dando conta dos coachees que temos e dos casos tratados. 

Mas com o tempo vai acontecendo uma coisa interessante. Notamos que temos mais identificação pessoal com certos aspectos da metodologia aprendida, menos com alguns e nenhuma com outros. Este momento é muito importante, pois ele é fundamental para a decisão sobre em qual margem do rio você quer ficar. 

Como assim, margem do rio? 

Sim, se você olhar para qualquer profissional, e procure puxar da memória aqueles que prestam serviço para você, como contador, dentista, médico, advogado, mecânico, programador de site, corretor de seguros, só para citar alguns, verá que conseguirá colocar cada um em uma margem do rio. Em uma ficam aqueles que acompanham o que acontece em suas áreas com atenção, estão constantemente informados, e procuram trazer para seus clientes o que de mais atual existe em soluções no seu campo. Vamos chamar esta margem de Antenados. 

Na outra margem estão aqueles que hoje, apresentam o mesmo nível de conhecimento desde que você começou a trabalhar com eles, e desta forma, um desempenho cada vez mais pífio. Não raro, você precisa fazer pesquisas no Google, com amigos e outros parceiros para dizer a eles o que fazer. Esta margem vamos chamar de Estacionados.

Então, creio que você já categorizou seus fornecedores nas margens do rio. Imagino que uma parte deles esteja na margem que você não gostaria. Note outra coisa. Aqueles que estão na margem dos Estacionados, dos quais você aceita um desempenho inferior, muito possivelmente não lhe fornecem serviços estratégicos para você ou seu negócio. Vamos dizer que apenas fazem um feijão com arroz, e por isso seu valor no mercado é mais baixo. Você nem reclama pois sabe que paga muito barato e tudo bem. 

Agora, aqueles que lhe fornecem serviços importantes, estratégicos, e que estão na margem dos Antenados, estes recebem um valor significativamente superior e não vale a pena mudar para fazer economia, afinal você já deve ter aprendido que a economia é base da porcaria. 

Muito bem, você já deve estar esperando eu lhe perguntar, então lá vai, segura ai:

“Em que margem do rio você está?”


A Revista Coaching Brasil é uma das bases de apoio e suporte dos profissionais do Coaching que querem estar na margem dos Antenados, podendo conversar sobre os mais diversos temas, técnicas e tendências do Coaching com razoável profundidade, além de transformar todo este conhecimento em sabedoria através de uma prática consciente, orientada, baseada em conceitos sólidos.

Para te dar um bom exemplo do tipo de “sacadas” que você pode tirar da leitura de nossos textos, eu abri apenas por alguns dias, um artigo muito interessante de Ana Pliopas na Coluna “Um outro olhar”. Leia-o da seguinte forma: primeiro leia o caso que o coach João traz para a supervisão, que reproduzo abaixo. 

"Estou na terceira sessão de um processo de coaching executivo e no briefing com a gestora de meu cliente, foi acordado, entre nós três, que o tema a ser trabalhado no processo de coaching seria desenvolver a autonomia e competência para delegar do executivo. Durante o processo, entretanto, noto que além da gestora de meu cliente ser bastante centralizadora, o presidente e acionista principal da empresa dá muito pouca autonomia às pessoas da organização. Sinto que a expectativa da gestora é incoerente com a própria cultura da empresa e não sei como endereçar o tema”.

Agora, gostaria que pensasse no que você faria, tendo como referencial o repertório que você tem hoje. 

Pense com calma, tome algum tempo para isso antes de continuar a leitura. 

Muito possivelmente você não tenha tido um caso igual a este ainda, e portanto, você foi buscar soluções nas situações mais parecidas que já viveu, ou na experiências de outros que foram compartilhadas com você. 

Tendo formulado sua abordagem, agora sim, acesse o artigo e leia com atenção as reflexões que Ana faz com sua experiência, e veja que nível de questionamentos inteligentes e sagazes ela apresenta, fruto de toda sua experiência e estudo. Ana Pliopas é “Accredited Coaching Supervisor” e  Doutora em Estudos Organizacionais pela FGV-EAESP. Ana conduz a supervisão de grupos de coaches e recebe supervisão há mais de 4 anos, além disso é "Master Certified Coach" (MCC) pelo "International Coaching Federation" (ICF) e Sócia do Hudson Institute of Coaching Brasil. Assim, é natural que ela possa nos trazer pontos de vista que a maioria de nós não teria pensado. Leia o artigo

Fica o convite para que se torne mais um(a) assinante da Revista Coaching Brasil, e que com estes pequenos toques, em doses homeopáticas, possa expandir saberes e ampliar seu repertório para ganhar cada vez mais segurança e ter uma postura prestadia, apoiando seus clientes de forma efetiva.

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Abraço fraterno,
Luciano Lannes
Editor

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