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VOCÊ CONHECE AS DINÂMICAS HUMANAS?

Luciano S. Lannes Por Luciano S. Lannes em 01/07/2019

Caro leitor,

é com muito prazer que apresentamos uma abordagem muito interessante para ampliar a compreensão sobre a complexa engenharia do ser humano. Longe de ser ou de se propor como uma forma de encaixar as pessoas em moldes, as Dinâmicas Humanas propõe uma visão única, simples e complexa ao mesmo tempo.

Para conhecer melhor, apresentamos duas edições para discutir o tema. Esta, a 74, é a primeira delas.

Leia a apresentação deste dossiê, que foi coordenado por Fátima Lisboa, que também coordenou a edição 68 de jan de 2019 sobre Investigação Apreciativa.

Convidamos os ainda não assinantes a lerem um dos artigos desta edição, escrito por Fátima, intitulado “O APRENDIZADO DAS DINÂMICAS HUMANAS”.

Boa leitura Luciano Lannes Editor

APRESENTAÇÃO DO DOSSIÊ – DINÂMICAS HUMANAS – PARTE 1 – EDIÇÃO 74 – JUL 2019

Fátima Lisboa Nascimento
Apaixonada pelas Dinâmicas Humanas e dedicada à sua disseminação há 24 anos. Facilitadora, coach e consultora empresarial. Mestre em Qualidade pela UNICAMP.
“respeitar os diferentes e se encantar com as diferenças é um encontro para além das verdades únicas e ideias de certo e errado.” (inspirado em Rumi)
fatima@solmaiore.com.br

Com alegria, parabenizo a Revista Coaching Brasil pelo seu sexto aniversário e pelo brilhante trabalho que sistematicamente vem desenvolvendo com confiabilidade, beleza e seriedade, sendo veículo para que profissionais de alta reputação e notoriedade possam disseminar conteúdos significativos. Sinto-me honrada por fazer parte deste time, estar contribuindo com a revista e por ter sido convida pelo querido Luciano Lannes para coordenar os Dossiê de Investigação Apreciativa (edição 69, jan2019) e dois Dossiês de Dinâmicas Humanas (edições 74, julho 2019 e 75, ago2019). É com enorme satisfação que apresento a seguir a edição 74.
Em 1995, junto com meus colegas, alunos da Unicamp, todos do curso de Mestrado em Qualidade no IMECC (Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica) fui cocriadora do Instituto do Aprender Alckmin (IAA). Isso ocorreu porque nós tínhamos um professor visionário que tinha o “dom” de servir e inspirar os seus alunos de um jeito muito diferente do que se espera num ambiente acadêmico mais ortodoxo. O próprio curso de mestrado era magnificamente inovador e multidisciplinar o que gerava muita polêmica e resistência nas diferentes instâncias da Universidade como um todo.
Todos os semestres havia uma fila enorme de alunos não matriculados na porta da sala deste nosso querido André Leite Alckmin (in memorian) pedindo para repetir a sua disciplina como ouvinte. Chegávamos a ter em suas aulas, cerca de 50 alunos por semestre. Estimo que apenas cerca de 20 eram regulares (matriculados). Eu e muitos dos meus colegas fizemos a disciplina do André cerca de 4 ou 5 vezes. Era a mesma disciplina mas a experiência e os aprendizados eram de uma riqueza inesgotável. Até que estes alunos decidiram propor ao André a criação de um grupo para aprender livre das obrigações acadêmicas. E assim nasceu o IAA.
Na mesma época o André, junto com o seu sócio, José Ricardo da Silveira, estavam trazendo a “Human Dynamics” para o Brasil, e ofereceu ao IAA a oportunidade de mergulhar no aprendizado e disseminação do tema. Tratava-se de um novo olhar para as diferenças e semelhanças entre as pessoas que poderia ser revolucionário para as relações humanas. Logo percebemos que era um tema fascinante, porém muito difícil, pois requeria o desenvolvimento de capacidades, habilidade e sensibilidades especiais para observar e entender de gente sob aquela nova ótica. Muito cuidadoso com o conteúdo, André sugeriu que alguns integrantes do IAA fossem aos EUA para “beber na fonte” diretamente com a Dra Sandra Seagal e sua equipe. Eu tive o privilégio de compor este time e participar de um seminário de 4 dias com outras pessoas de diversos países e culturas onde pude testemunhar que estas diferenças eram estruturais e transcendiam as diferenças ambientais, culturais ou das existentes entre pessoas de diversas nacionalidades.
E em pouco tempo o IAA percebeu que para ficarmos bons mesmo nesta proposta havia a necessidade de criarmos um fórum exclusivo e dedicado ao aprofundamento do tema. E assim, aos poucos, inauguramos vários grupos informais, em São Paulo e em Campinas, que foram chamados de Dinâmicas Humanas. Eram grupos experimentais onde explorávamos e testávamos diversas possibilidades tais como: jogos, dinâmicas, atividades mão na massa, brincadeiras, conversas temáticas, análise de filmes, de fotos, de personalidades famosas, a partir dos programas de televisão tais como o Roda Viva da TV Cultura, leituras de livros e conteúdos complementares, além do livro “Human Dynamics” que era a nossa principal base. Nosso objetivo era “observar e aprender” sobre os processos escondidos que regiam os diferentes jeitos de ser e de funcionar das pessoas e seus impactos nos relacionamentos interpessoais. Ao longo dos anos formos nos aprimorando cada vez mais e fazendo releituras, o que culminou nas nossas próprias metodologias brasileiras de aprendizagem e suas diferentes aplicações.
O grupo mais perene que tivemos foi o grupo de Dinâmicas Humanas de Campinas. Este grupo existiu com atividades regulares, semanais de três horas por encontro, por mais de 15 anos. Alguns de seus participantes criaram o curso de extensão – Gestão da Diversidade – que foi oferecido pela faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP.
Por ser um conteúdo fundamentador, Dinâmicas Humanas tem extensa aplicação e contribuições em todas as áreas que buscam o melhor das inteligências e capacidades humanas na obtenção de resultados mais criativos, saudáveis e efetivos.
Convidei um time altamente qualificado e diferenciado para escrever os artigos deste Dossiê. Sinto me muito honrada por cada “SIM” recebido. Os autores deste Dossiê são pessoas que valorizo, respeito e que marcaram profundamente a minha jornada. Nos conhecemos há mais de duas décadas. Atualmente não temos tanto contato e convivência como eram nos primórdios, mas ficou um “bem querer” muito gostoso em cada um de nós. Nos juntar para escrever este Dossiê é prestar reverências às grandezas desta aventura maravilhosa que nos trouxe até aqui e ainda toca as nossas mentes e corações de diferentes maneiras. São eles:
Maria Inês Alckmin é psicóloga e compartilha a fundamentação conceitual e a aplicação na sua área a partir das queixas de seus pacientes de terapia. Ela foi a primeira pessoa no Brasil a obter a certificação Internacional em Human Dynamics.
Carlos H C Cardoso e Eduardo Malta Campos, eram meus colegas no primeiro grupo de Dinâmicas Humanas de São Paulo. Eles mostram a complementaridade nas equipes ressaltando as contribuições de cada dinâmica.
Sérgio Salazar, foi meu colega do mestrado em qualidade, cofundador do grupo de Dinâmicas Humanas de Campinas. Ele presenteia o leitor com uma reflexão sobre liderança e cultura organizacional recheado de exemplos baseados em trabalhos  desenvolvidos em empresas de todo o Brasil.
Eugênio Pachelli Lacerda, nutricionista com 30 anos de experiência em T.I., brinda os leitores com relatos sobre a importância de considerar as diferenças e os fatores causadores de estresse na definição da abordagem nutricional.
Eu, Fátima Lisboa Nascimento, escrevi sobre a Aprendizagem das Dinâmicas Humanas
Celso Capovilla, mais um colega cofundador do grupo de Dinâmicas Humanas de Campinas. Seu artigo trata sobre como delegar tarefas para os diferentes jeitos de ser.
Estou muito feliz e agradecida aos autores pelos resultados desta obra que foi uma enorme satisfação para mim. Considero-a uma homenagem à nossa história de aprendizagem e uma oportunidade de celebrar este valoroso legado.
Aos leitores, desejo o prazer das boas reflexões e novos aprendizados

Quer ler esta edição na íntegra? Torne-se nosso assinante e invista na sua carreira. Aprenda sobre este tema e muitos outros através de profissionais experientes.

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