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OS PERIGOS DA DESINFORMAÇÃO

Luciano Santos Lannes Por Luciano Santos Lannes em 28/01/2019

Vivemos uma era de grade acesso a múltiplos canais de informação onde as pessoa passaram de consumidoras, a também, produtoras de informação. Ao mesmo tempo em que a busca e o consumo por informação cresce exponencialmente, esta vem se tornando cada vez mais rasa, e que não associa conhecimento de forma direta, ou pior, em muitos casos causa prejuízos à quem a consome, fenômeno que vem se tornando conhecido como desinformação.

A publicitária Giovanna Nogueira Prata Pilon, pós graduada em Mídia, Informação e Cultura, escreveu em 2011 um artigo muito interessante intitulado “A Desinformação Pela Super-Abundância de Informação na Era Digital” Segue o resumo do artigo:

Neste artigo serão abordados alguns pontos que compõem uma mudança no consumo da informação, fato que foi catalisado pela popularização da internet. Através do monitoramento de sites de notícias e redes sociais do Brasil, viu-se que as informações, além de mais rasas, estão se tornando mais rápidas, de forma a suprir a necessidade por atualizações constantes, sem que haja um filtro de relevância. Esse comportamento mostra-se parte de um fenômeno conhecido por desinformação, em que o consumo por informação torna-se maior e mais disperso, porém o conhecimento diminui. Concluiu-se que a internet aparece como uma facilitadora no processo de desinformação, agilizando sua propagação e prejudicando a credibilidade das fontes.

Segundo o dicionários online, desinformação pode ter três significados:

1. Ação ou resultado de desinformar; 2. Uso de tecnologias de informação com a intenção de conduzir a erro ou ocultar uma situação ou vários factos; 3. Inexistência ou escassez de informação.

Já o Merriam-Webster (dicionário norte americano) é mais assertivo: “falsa informação dada às pessoas para fazê-las acreditar em algo falso ou esconder a verdade”.

Assim, a possibilidade de qualquer pessoa poder publicar notas, posts, textos, artigos, vídeos sem o apoio de eferências confiáveis, muitas vezes com a única intenção de gerar argumento de venda para seu produto ou serviço, abre a porta para que utilizem apenas partes dos fatos a seu favor, ou mesmo distorçam a interpretação para que seja favorável aos seus interesses.

O escritor José Saramago, em 2004, também registrou sua opinião sobre isto:

O Excesso de Informação e a Ignorância
O excesso de abundância de informação pode fazer do cidadão um ser muito mais ignorante. Eu explico. Acho que as possibilidades tecnológicas para desenvolver a massificação da informação têm sido muito rápidas. No entanto, o cidadão não dispõe dos elementos e da formação adequados para saber escolher e selecionar, o que leva a que ande perdido nessa selva. Precisamente, nesse desnível é onde se dá a instrumentalização em prejuízo do indivíduo e, portanto, a desinformação. José Saramago, in ‘La Jornada (2004)’

E como tudo isto afeta você em sua carreira de coach?

Como em todo tema que vira moda ou a bola da vez, ocorre um fenômeno interessante. O maior volume de dinheiro gerado em torno do tema está nas mãos das pessoas que ensinam como fazer aquilo, e não efetivamente daqueles que fazem. Isto quer dizer que é muito mais rentável ensinar o ofício do que praticá-lo. Já temos um sinal de alerta ai, pois, embora não tenhamos estatísticas reais visto as grandes escolas ou não fazem o controle, ou não divulgam os dados para não dar um tiro no pé, a grande maioria das pessoas que fazem uma formação em Coaching acabam por não exercer a profissão.
Isto vem acontecendo com Coaching, com Marketing Digital, com Marketing de Diferenciação, e outros temas cujo maior chamado para os cursos seja a promessa de ganhos rápidos, progressivos e liberdade.

 

De que forma a Revista Coaching Brasil procura contribuir

Como uma curadoria de conteúdo focada em trazer temas relevantes em abordagens honestas, focadas e que de fato contribuem para a reflexão e crescimento do leitor.
Um dos pontos que consta em nossas orientações aos autores de qualquer tipo de artigo é este, referente a questão da autopromoção:

Propaganda  Pouca coisa nos descredibiliza mais do que a autopromoção. Uma das regras de ouro do Marketing de Conteúdo é “Fale sobre o que você sabe, não sobre o que você vende e deixe o que você mostra que sabe, vender você.” Então, obviamente, o artigo ideal é aquele que usa 100% do seu espaço entregando só conteúdo. Cuidado também com citações pessoais ou de metodologias próprias para não configurar autopromoção. Você gostará de saber que a Revista Coaching Brasil preza pela neutralidade e não publica matérias pagas. Isso vai valorizar muito sua presença nela.

Uma simples consulta na internet sobre o tema Coaching leva o internauta a 514 milhões de resultados, enquanto para comparação, Marketing Digital resulta em 59 milhões.

Como o volume de informação é absurdo e grande parte é voltado a venda de algo, portanto ora rasa em seu conteúdo, ora tendenciosa nos pontos abordados ou ora passando informações falsas ou mesmo induzindo a erros ou conclusões falsas, o leitor passa a ter um trabalho enorme para separar o joio do trigo. Este precioso tempo poderia ser utilizado para a promoção de seu trabalho, ou a entrega para seus clientes e, muito importante, seu lazer e curtir a família e amigos.

Quando em 2013 eu concebi a Revista Coaching Brasil, minha principal motivação era a de trazer informação de alta qualidade e confiabilidade em meio a tanto oba oba, e oportunistas de ocasião. A credibilidade é nosso maior ativo e por isso nos tornamos, com muito orgulho, a principal fonte de informação sobre Coaching em língua portuguesa.

Todas as nossas colunas foram desenhadas em função de necessidades específicas que eu, como coach e mergulhado neste meio há 15 anos, captei e, da interação com nossos assinantes, pedindo rotineiramente sugestões para melhoria.  Assim, a espinha dorsal de cada edição é o tema de capa, que vai compor um dossiê, hoje com seis artigos. Até a edição 39, eu como editor, pensava nos temas, as várias abordagens que poderiam ser exploradas e também escolhia as pessoas que iriam escrever cada artigo. Funcionou muito bem, até o ponto de começar a trabalhar determinados temas com os quais não tinha familiaridade, e portanto, não conhecia quem eram as pessoas referências na área. Assim como acontece com qualquer pessoa, senti que precisava ampliar minha rede para que houvesse uma renovação e, com isto, assegurar a qualidade das futuras edições.

Uma ideia que mudou tudo

Foi na edição 40 sobre Coaching Ontológico que veio a ideia de termos um profissional focal, referência no tema abordado, que, com certeza conhecia pessoas sensacionais, muito competentes e que eu nem sabia que existiam. Isto foi revelador e uma experiência maravilhosa. Este passo foi decisivo para a Revista Coaching Brasil dar mais um passo para entregar mais qualidade ainda para seus leitores e, para mim, uma grata surpresa, de tantos profissionais excelentes que estão fora dos holofotes da mídia. Já são 29 edições feitas dentro deste modelo e, a cada uma, ampliamos o número de autores inéditos, ao mesmo passo em que reforçamos laços com vários que se dispõe a contribuir de forma mais rotineira.

Ao longo destes cindo anos são cerca de 800 artigos que você, como nosso assinante, pode acessar, e consumir quando e onde precisar.

Sua ajuda, seja curtindo nossas postagens, compartilhando, enviando para pessoas que julga terem interesse, é fundamental para que possamos ampliar nossa atuação e atingir um maior número de pessoas.

Leia também a postagem COMO AUMENTAR SEU REPERTÓRIO EM COACHING

Um grande abraço e até breve,

Luciano Lannes
Editor

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