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QUANDO A CRISE BATE À PORTA

João Luiz Pasqual Por João Luiz Pasqual em 09/07/2019

Este texto é parte do dossiê da edição especial da ICF de out de 2016

João Luiz Pasqual Presidente da ICF Brasil – 2016 – 2018 Professional Certified Coach pela ICF Mentor Coach pela InviteChange, EUA

Foi inspirado no momento que vivemos hoje no Brasil, que resolvi escrever o artigo que nasceu de minha palestra preparada para o 1o. Dia do CONARH 2016.

Não raras vezes, vejo que profissionais de mercado, ao se depararem com épocas de crise econômica e, por consequência, com o aumento do desemprego e a dramática redução de investimento no desenvolvimento de seus colaboradores, por parte da empresa, entram numa fase de letargia e acabam se paralisando na busca do autodesenvolvimento.

Meu convite é que o nosso leitor não faça parte desta estatística.  A preocupação com sua carreira deve ser constante, e não participe do grupo daqueles que só reagem quando a crise se instala e eventualmente seja tarde para tomar as medidas para se aperfeiçoar e preencher lacunas. E se manter empregável.

Jogue o jogo da antecipação.

Com esse pensamento, talvez, o sentido restrito da palavra crise deva deixar de ser sinônimo de desequilíbrio causado pelo descompasso entre produção e consumo, corrigível por ações pontuais e curativas e assumir o sentido dado pelos gregos de possibilidades e necessidades de se fazer escolhas. Krísis no grego é “ação ou faculdade de distinguir e tomar decisão, por extensão é o momento decisivo, difícil de separar, decidir, julgar”.

Para enfrentar momentos difíceis, vale a pena considerar alguns passos e comportamentos, para se manter empregável.

  • Avaliação: não pintar um futuro catastrófico, nem sempre a crise abate todos os setores da economia;
  • Carreira: atualização e aprimoramento constantes;
  • Colaboração: compartilhe seu conhecimento, busque conhecimento de outros;
  • Confiança: franqueza e vulnerabilidades;
  • Contatos: networking bem nutrido, participar de associações, comitês e grupos;
  • Criatividade: ousar, sugerir medidas inovadoras;
  • Informação: vale ouro. Cheque fontes e referências (evitar boatos e fofocas);
  • Transparência: evitar promessas ou cenários irreais e desinformação na equipe, como não fornecer falsas informações sobre competências ou habilidades que você não tem;

E se você precisar recomeçar? Siga em frente e adote a postura da Investigação Apreciativa, com:

  • Autoconfiança: não fique desejando o que o vizinho tem e é, acredite em você e faça o seu melhor;
  • Competências: potencialize suas fortalezas;
  • Escolhas: opte pela vida e não pela sobrevivência;
  • Inovação: faça coisas diferentes, amplie sua visão e procure caminhos alternativos;
  • Integridade: preserve seus valores lembrando que os outros também os têm;
  • Networking na prática: promova encontros e diga o que faz e gosta de fazer;
  • Renda: reserva financeira, tenha outras alternativas, muitas vezes a atividade secundária pode se tornar a primária;
  • Vocação: atue na área onde tem talento.

Portanto, meu caro leitor, é chegada a hora de desenvolver novas competências ou fortalecer aquelas que você já tem, de forma estruturada. E minha sugestão é que você comece pelas que eu listo abaixo:

  • Abertura ao novo: Explorar novas experiências, sem medo de correr riscos, ser original, criativo (a) e inventivo (a);
  • Cooperação: ser empático (a) e cooperar com os outros, ser tolerante, solidário (a) e cordial;
  • Estabilidade Emocional: Desenvolver sua autoestima, ter capacidade de controlar impulsos, ansiedade, o estresse desnecessário e outros sentimentos negativos;
  • Realização: estabelecer e atingir metas, ser planejado (a), organizado (a), responsável e disciplinado (a);
  • Socialização: desenvolver a capacidade de externar sentimentos, sensações, autoconfiança para se colocar quando necessário.

Neste momento, você pode estar se perguntando: como posso fazer tudo isso?

A resposta talvez esteja num processo profissional de Coaching, onde você possa contar com o apoio, provocação e presença de um (a) Coach. Pense nisso e reflita sobre as possibilidades que – por meio de técnicas de diversas ciências, como a psicologia, administração, neurociência, entre outros – o Coaching oferece ao profissional uma oportunidade de conhecer e se apropriar de suas competências e lidar melhor com seus gaps, mantendo-se competitivo (a).

É muito comum que o profissional descubra capacidades e dificuldades neste processo de Coaching, o que pode redirecionar seus próximos passos, pois, os Coaches lidam com executivos (as) dos mais variados setores e por isso conhecem as tendências do mercado, o que é vital para o profissional que almeja novos desafios, ainda mais em tempo de crise. Neste momento de insegurança e emoção mais aflorada, o gerenciamento do comportamento possibilita melhor interação com colegas de trabalho ou com a rede de contatos, o que é útil para vislumbrar outras perspectivas.

O processo de autoconhecimento proposto pelo Coaching tem impacto direto na capacidade de foco, na administração do tempo, na autoconfiança do profissional e, à medida que o profissional se conhece melhor, seu nível de stress tende a ser menor, elevando sua qualidade de vida e seu engajamento com o trabalho.

O Coaching tende a fazer com que o profissional se comunique de maneira mais clara e assertiva, o que lhe possibilita aumento de produtividade.

Pense nisso, e aja!

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