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Edição #40 - Setembro 2016

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Um outro olhar - Ed. 40

Nosso Coach João apresenta o seguinte caso:
Meu cliente de coaching executivo tem trazido questões pessoais às sessões de coa­ching: tem problemas de relacionamento com o filho e com a esposa. Estou bastante desconfortável com a situação, primeiro porque contratamos com a empresa que tra­balharíamos temas relacionados à assertividade e segundo porque estou me separan­do de minha esposa e temo confundir o problema pessoal do cliente com o meu. O que fazer neste caso?

Oi João, é muito interessante o caso que você compartilha, pois propor­ciona dois caminhos que nos permi­tem refletir sobre processos de co­aching. Um tema que identifico em sua questão diz respeito ao contrato do processo de coaching executivo elaborado entre a organização pa­trocinadora, o cliente e você. Uma outra questão que você traz é como servir ao seu cliente mesmo quando as questões que ele traz são tam­bém difíceis para você. Estas situa­ções são muito comuns a todos nós coaches e em seguida apresento al­gumas perguntas que podem contri­buir para seu processo de coaching.

A primeira questão que me ocorre sobre seu caso, João, é sobre o con­trato entre os patrocinadores do processo de coaching, seu cliente e você. Embora muitas organizações tenham profissionais cada vez mais informados e muitas vezes formados em programas de coaching, a ativida­de coaching ainda é recente e cabe aos coaches profissionais apoiar os envolvidos no processo para o enten­dimento de como o coaching execu­tivo funciona. Algumas vezes o ob­jetivo acordado para o processo de coaching muda, exatamente porque durante o processo, as reflexões e in­sights do cliente podem levar a uma mudança de prioridades.

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